A Apple apresentou o seu portfólio de iPhones com quatro dispositivos nesta terça-feira, 9: iPhone 17, iPhone 17 Pro, iPhone 17 Pro Max e o novo iPhone Air, o dispositivo mais fino e leve já feito pela companhia. Tim Cook, CEO da Apple, considera esse o maior avanço na série de smartphones.

“Com as melhorias feitas por meio do Apple Silicon, nós conseguimos ir ao limite do design e da inovação nos iPhones. Esse desenvolvimento nos guiou para algo incrível, como o novo membro da família iPhone”, disse o executivo, ao destacar o iPhone Air como um dispositivo profissional para quem quer leveza.

De acordo com Greg Joswiak, vice-presidente sênior de marketing global da companhia, um dos diferenciais com o design e a tecnologia foi a possibilidade de colocar mais bateria nos handsets. Isso foi possível pela introdução do eSIM como principal forma de conexão à rede celular, uma vez que a retirada da bandeja de chip deu mais espaço para as baterias.

A empresa também criou uma forma para tirar fotos de selfie a partir dos novos devices, o center stage que tem formato retangular e ajuda de IA para tirar selfies em retrato ou paisagem. A ideia é apoiar os usuários que fazem imagens com a câmera frontal, uma vez que 500 bilhões de selfies foram feitas por seus consumidores em 2024.

Além disso, a partir do portfólio 17, os smartphones da Apple começam com 256 GB de armazenamento.

iPhone Air

Com 5,6 milímetros de espessura, a versão Air é o novo membro da família de smartphones da Apple. Com tela de 6,5 polegadas, o handset tem estrutura de titânio e a proteção Ceramic Shield 2 na frente e atrás do device. No seu conjunto de câmeras, há uma lente traseira de 48 MP e a câmera selfie de 18 MP.

A partir do Air, a Apple apresentou o chipset A19 Pro com 5 núcleos na unidade gráfica (GPU), 6 núcleos na unidade de processamento e aceleradores para o núcleo neural, o que possibilitará mais fluidez em tarefas com uso de inteligência artificial. Forjado em 2 nanômetros, o chip recebe um novo conjunto de conectividade, com o modem C1X e o N1 que contempla Wi-Fi 7, Bluetooth e Thread (protocolo de comunicação para Internet das Coisas).

iPhone 17, Pro e Pro Max

Apple; iPhone 17

iPhone 17 Pro (divulgação)

Os celulares iPhone 17 Pro e 17 Pro Max têm um conjunto mais robusto de câmeras com todas as três lentes traseiras com 48 MP e a frontal com 18 MP. No chip A19 Pro, a diferença é que os GPUs têm seis núcleos. Por ser um dispositivo mais parrudo e focado na criação de conteúdo, a série Pro recebe uma câmera de resfriamento de vapor para dissipar o calor dos handsets. E a bateria é aquela com maior duração já feita em um dispositivo da Apple, e promete durar o dia inteiro.

No Max, a tela é de 6,9 polegadas e no Pro 6,3.

Por sua vez, o iPhone 17 recebe o chip A19 com cinco núcleos de GPU. A sua tela de 6,3 polegadas tem como os outros devices do portfólio a tecnologia ProMotion, com taxa de resposta adaptativa de até 120 Hz (quando usado no modo Always-on baixa para 10 Hz para não consumir muita energia). E assim como os devices da série Pro, o iPhone 17 tem chassi de alumínio.

Disponibilidade

Apple; iPhone 17

iPhone 17 (divulgação)

Com pré-venda a partir de 16 de setembro e vendas em lojas no dia 19 de setembro no Brasil, o iPhone 17 Pro Max começa em R$ 12,5 mil; e o iPhone 17 Pro tem o preço inicial em R$ 11,5 mil. Porém, o valor pode chegar a R$ 18,5 mil se escolher a versão com 2 TB, o maior armazenamento já oferecido pela Apple. O iPhone Air começa em R$ 10,5 mil. E o iPhone 17 sai a partir de R$ 8 mil.

Com essas novidades, o portfólio da Apple para 2025 passa a ter cinco dispositivos, o mais barato é o 16e, com preço inicial de R$ 5,8 mil.

Análise

Apple; iPhone 17

Portfólio 2025 de iPhones da Apple com valores em dólares (reprodução: YouTube/Apple)

Na última segunda-feira, 8, a Omdia adiantou que a introdução do iPhone Air era uma mudança na estratégia da empresa, ao colocar a finura como um “atributo premium” no lugar da tela. E, assim como ocorre com os Macbooks, a linha Air é uma intermediária no portfólio que complementa a série Pro, a mais cara. E com isso pode equilibrar volume e lucratividade, algo importante com a Apple sofrendo com:

  • Impactos da escalada na disputa comercial entre EUA e China que trouxeram custos de US$ 900 milhões aos cofres da empresa neste ano e que devem passar de US$ 1 bilhão no terceiro trimestre.
  • Desvalorização do dólar, algo que demandará diversificação na cadeia de suprimentos e eventualmente um aumento de preços dos produtos nos EUA e a manutenção de preços competitivos no exterior para não perder mercado.

Neste cenário, a Canalys, empresa da Omdia, estima que a Índia tem papel preponderante com o país montando 11 milhões de devices dos iPhones enviados aos EUA no segundo trimestre de 2025, ante 3 milhões daqueles produzidos na China.

 

*********************************

Receba gratuitamente a newsletter do Mobile Time e fique bem informado sobre tecnologia móvel e negócios. Cadastre-se aqui!

E siga o canal do Mobile Time no WhatsApp!