Em 2020, a produção mundial de smartphones registrou queda recorde de 11% no comparativo com 2019, chegando a 1,25 bilhão de unidades. Porém, em 2021, o mercado começará sua recuperação, com previsão de atingir 1,36 bilhão de celulares produzidos, incremento de 9% na comparação com o ano passado, porém ainda abaixo de 2019. Os dados e as estimativas são da empresa analista TrendForce, que aponta ainda uma das mudanças mais relevantes para 2021: a Huawei deverá ficar de fora do ranking das seis principais fabricantes neste ano.

As seis principais marcas de smartphones classificadas por volume de produção em 2020 foram: Samsung, Apple, Huawei, Xiaomi, OPPO e Vivo. Em 2021, a TrendForce projeta que a Huawei ficará na sétima posição por conta de dois motivos: as restrições de exportações cada vez mais rigorosas dos Estados Unidos, e a separação da marca Honor. A também chinesa Xiaomi deverá assumir a terceira posição e a Transsion – baseada em Shenzhen, na China e uma das principais marcas no continente africano e no sul asiático – completará o ranking das seis fabricantes mais importantes. Essas seis empresas deverão responder por 80% do mercado global em 2021.

A pandemia do novo coronavírus continuará a exercer influência significativa na economia global e será a principal variável central (ou a maior incerteza) na projeção da produção. Além da pandemia, o desempenho das marcas de smartphones durante 2021 também pode ser afetado por instabilidades geopolíticas e pela falta de capacidade de produção disponível no mercado de fundição de semicondutores.

5G

De acordo com a TrendForce, em 2020, a participação do 5G no total de smartphones produzidos chegou a 19%, e atingiu a marca de 240 milhões de unidades. A empresa estima que, para 2021, a participação chegue a 37%, com uma produção anual de cerca de 500 milhões de unidades.

Apesar de suas previsões otimistas, a empresa diz que a produção pode ser reduzida no final do ano se a demanda esperada não se materializar ou se o acesso a componentes específicos for limitado, como aconteceu em 2020.