| Mobile Time Latinoamérica | O governo do México pretende colocar em operação um sistema de alerta por celular para avisar a população sobre ciclones e outros fenômenos meteorológicos de curta duração, anunciou a presidente Claudia Sheinbaum.

Durante sua coletiva de imprensa matinal desta quinta-feira, 9 de julho, Sheinbaum explicou que o sistema busca replicar o funcionamento do alerta sísmico atualmente recebido por alguns celulares, mas voltado para fenômenos hidrometeorológicos. A expectativa é que o alerta por celular esteja pronto em dois meses.

Fabián Vázquez, coordenador-geral do Serviço Meteorológico Nacional (SMN), afirmou que estudos indicam que o fenômeno El Niño pode favorecer chuvas mais intensas, maior atividade ciclônica no fim deste ano e condições de seca em algumas regiões do país em 2027. Por isso, considera prioritário fortalecer os mecanismos de alerta antecipado para a população.

Desenvolvimento em coordenação com operadoras móveis

A presidente detalhou que o mecanismo está sendo desenvolvido em conjunto com as operadoras de telefonia móvel para que os avisos cheguem a qualquer telefone com conexão à internet, independentemente da marca do aparelho ou do sistema operacional.

“O que buscamos é que, em coordenação com o Serviço Meteorológico Nacional e a Coordenação de Proteção Civil, seja possível alertar a população (…) independentemente do sistema operacional do telefone ou da marca do aparelho”, disse.

No continente americano, esse tipo de sistema para fenômenos meteorológicos já está em operação em países como Estados Unidos e Chile. Assim, o México deverá se tornar o terceiro país das Américas a adotá-lo.

Alerta por celular terá níveis diferentes conforme o risco

Sheinbaum explicou que o sistema emitirá diferentes níveis de alerta à medida que um fenômeno meteorológico evoluir.

Como exemplo, afirmou que um alerta preventivo poderá avisar a população sobre uma maior probabilidade de chuvas intensas para que sejam tomadas precauções. Em um nível superior, quando houver certeza de que um ciclone atingirá determinada região, a mensagem recomendará que as pessoas permaneçam em casa e evitem sair.

Enquanto um alerta laranja poderá indicar aumento da probabilidade de chuvas intensas, um alerta vermelho avisará sobre a aproximação de um ciclone, acompanhado da recomendação de não sair de casa.

A presidente acrescentou que o governo ainda trabalha na definição dos sons que acompanharão cada nível de alerta para evitar confusão com o alerta sísmico.

“Eu disse justamente a eles: tenham cuidado com o tipo de som que será usado, porque uma coisa é um alerta preventivo (…) e outra é quando já existe risco”, comentou.

Baseado em um protocolo internacional

Vázquez explicou que o sistema utilizará o Protocolo Comum de Alerta (Common Alerting Protocol – CAP), um padrão internacional regulamentado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) para a emissão de alertas de emergência.

O protocolo foi desenvolvido para eventos de curta duração e, futuramente, poderá ser utilizado para alertar sobre furacões, ciclones, chuvas intensas, tornados, ondas de calor, ondas de frio e outros eventos meteorológicos extremos.

O coordenador informou que o SMN já trabalha na emissão de alertas para temperaturas extremas e lembrou que, neste ano, o protocolo CAP já foi utilizado para emitir alertas de tornados.

Segundo ele, o sistema não é adequado para fenômenos de longa duração, como as secas previstas para o próximo ano, pois um mecanismo de alerta perderia sua eficácia se precisasse permanecer ativo durante vários meses.

 

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