O TikTok foi o aplicativo mais baixado no Brasil no ano passado, com 59 milhões de instalações somando Android e iOS, de acordo com dados levantados por Mobile Time na plataforma da AppMagic, nesta segunda-feira, 12 de janeiro. A rede social de vídeos curtos teve um crescimento de 20% em quantidade de downloads em relação a 2024 e destronou o rival Instagram, que havia sido o campeão do ano anterior e agora ficou na quarta posição, com 40 milhões.
Tal como verificado nos rankings mundial e latino-americano, a principal novidade foi a ascensão dos apps de IA generativa ChatGPT e Gemini. O app da OpenAI entrou na lista brasileira em 2025 como o terceiro aplicativo mais baixado no país, com 48 milhões de instalações. E o Gemini aparece em sexto lugar, com 27 milhões. Para se ter uma ideia, em 2024 o app do Google ficou na 165ª posição.
O ranking brasileiro se difere dos demais países latino-americanos pela presença de apps de governo entre os mais baixados, com Gov.br na quinta posição e Carteira de Trabalho Digital na 18ª, com 33 milhões e 20 milhões de downloads respectivamente. Vale mencionar que na 21ª posição ficou outro app de governo, o Meu INSS, com 19 milhões. Nenhum outro país da região monitorado pela AppMagic tem apps de governo entre os mais baixados.
Também chama a atenção a presença de três marketplaces (Temu, Mercado Livre e Shopee) e três contas digitais de pagamentos (Nubank, Mercado Pago e Picpay) na lista nacional dos 20 mais baixados (veja mais detalhes na tabela abaixo).
ChatGPT assume liderança em receita no Brasil
Quando analisado o faturamento nas lojas de aplicativos App Store e Google Play no Brasil em 2025, o ChatGPT assumiu a liderança, com receita estimada em US$ 99 milhões, de acordo com a AppMagic.
Em seguida vêm: YouTube (US$ 61 milhões); Google One (US$ 57 milhões); CapCut (US$ 49 milhões); Canva (US$ 42 milhões); Globoplay (US$ 38 milhões); HBO Max (US$ 33 milhões); Gmail (US$ 29 milhões); Tinder (US$ 28 milhões); e Google Fotos (US$ 25 milhões).
Análise dos apps mais baixados
A presença de apps de governo, de comércio móvel e de pagamentos móveis reflete um trabalho de longo prazo de políticas públicas nacionais no ambiente digital.
A plataforma Gov.br se consagrou como meio de identificação digital do cidadão brasileiro, sendo mantida e aprimorada a cada governo, independentemente de sua coloração ideológica. Ou seja, virou uma ferramenta de estado, não de governo. Outros apps federais se beneficiaram disso e cresceram junto, como Carteira de Trabalho Digital, Meu INSS, Meu SUS e CNH Digital. Outro exemplo importante que corrobora esse movimento é o sucesso da carteira de identidade nacional (CIN).
Os apps de marketplaces e de contas digitais de pagamento (ou neobancos) são fruto de um longo trabalho de mais de 10 anos de flexibilização e modernização do arcabouço regulatório do mercado financeiro nacional, capitaneado pelo Banco Central. Esse processo inclui desde a criação da licença de instituição de pagamento, que viabilizou o boom das fintechs a partir de 2013, até, mais recentemente, os lançamentos do Pix e do Open Finance.

A ilustração no topo foi produzida por Mobile Time com IA


