O catálogo de aplicativos da App Store vai aumentar 73% entre 2016 e 2020, somando mais 2,13 milhões de apps ao longo de quatro anos e alcançando 5,06 milhões. A projeção é da firma de consultoria Sensor Tower. Os números somam títulos para iPhone e para iPad. De acordo com a empresa, a loja de apps para iOS encerrou o ano passado com 1,75 milhão de títulos e deve fechar 2016 com 2,93 milhões.

Jogos devem representar a maior parte desses novos aplicativos. Serve como base o mês de maio deste ano: dos 48.231 novos títulos da App Store lançados naquele mês, cerca de 21 mil, ou 43%, eram games. Todas as outras 22 categorias somaram os 57% restantes. Nessa cauda longa das demais categorias, merecem destaque educação, entretenimento, negócios e estilo de vida, com cerca de 2 mil adições cada, ou seja, um décimo do total de novos jogos.

Análise

Há uma série de desafios para a Apple e para os desenvolvedores de iOS daqui em diante. O principal deles é a "encontrabilidade", ou seja, facilitar com que um aplicativo seja encontrado. A possibilidade de incluir anúncios de apps dentro da loja vai diminuir o problema e, ao mesmo tempo, representar uma nova fonte de receita para a Apple. Outro caminho é tornar a App Store cada vez mais inteligente, personalizando os destaques de acordo com o perfil de consumo de cada usuário.

De todo modo, mesmo aperfeiçoando a loja em si, continuará sendo difícil para os desenvolvedores obterem o retorno sobre seus investimentos. Para evitar que desenvolvedores abandonem o barco, a Apple já dá sinais que está disposta a abrir mão de parte da sua própria receita com apps. Recentemente, anunciou que diminuirá pela metade a sua participação na assinatura de conteúdo em apps quando o cliente renovar pelo segundo ano consecutivo. Não seria estranho se outras medidas similares sejam anunciadas nso próximos anos, com o intuito de estimular a comunidade de desenvolvedores.

Não está claro, contudo, se as projeções da Sensor Tower levam em conta a prometida proliferação de chatbots. Para muitos analistas, os chatbots  vão tomar parte do mercado que hoje está nas mãos de aplicativos móveis. Muitos desenvolvedores já estão inclusive realocando seus esforços e capital para criar chatbots, em detrimento de apps.