A presidente do conselho de administração do Magalu e líder do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Trajano, afirmou que apesar dos avanços da inteligência artificial e de esta tecnologia de fronteira ser considerada a “terceira revolução” industrial, o ser humano seguirá preponderante porque é ele quem alimenta a IA com conteúdos.

Durante painel no SP2B nesta quarta-feira, 12, a executiva afirmou que a IA também não eliminará as lojas físicas, mas precisará ser reinventada como um espaço de interação para as pessoas conversarem e experimentarem os produtos.

Dando o próprio exemplo, Trajano afirmou que o Magalu criou como espaço a Galeria Magalu no Círculo Nacional, na Avenida Paulista. Também afirmou que para não perder a relação com o humano, ela vai ao balcão da loja para fazer atendimentos.

Disse ainda que apesar de a sociedade avançar para novas tecnologias, isso não pode significar o fim de tecnologias anteriores: “Temos que entender isso muito claramente. Tem que resgatar o antigo. Trazer o novo sem esquecer o antigo”, afirmou.

Google, IA e o humano

O painel também contou com Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil. O executivo afirmou que a IA traz a “democratização da inteligência” e habilita empresas e pessoas a terem “superpoderes”, ao deixar companhias e usuários mais criativos e assertivos em suas tarefas.

Mas o fato de a IA ser mais democrática exige que as companhias – em geral – abracem mais a diversidade: “Isso é muito importante, pois cada vez mais as pessoas têm acesso às plataformas globais que permitem que todo mundo esteja conectado”, disse Coelho.

“Se todo mundo está conectado, as empresas de tecnologia que trabalham para todo mundo precisam contar com todo mundo no seu quadro de colaboradores. Para que as companhias possam ter visões, pensamentos e abordagens diferentes”, complementou. “Se a empresa faz algo que vai atingir todo mundo, por definição, a organização precisa contar com todo mundo para fazer aquele desenho”, resumiu.

Coelho acredita ainda que o perfil dos profissionais do futuro, em especial os líderes, será com pessoas menos técnicas. Porém, os trabalhadores serão “mais sensíveis e antenados” que inspiram indivíduos e, que, junto com as máquinas, podem levar a melhor visão para todos ao seu redor.

Imagem principal: Fabio Coelho, presidente do Google; Luiza Trajano, chairwoman do Magalu (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

 

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