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Anderson Andreatta e seu sócio Victor Serta, idealizadores da Produttivo

A plataforma de atendimento em campo, Produttivo (Android, iOS), pretende chegar a mil clientes (empresas) até o final de 2020. De acordo com o fundador da companhia, Victor Serta, a ideia é tornar a solução uma referência nacional no segmento, e depois partir para internacionalização. Criada em 2016, a Produttivo tem atualmente em sua carteira 250 empresas e 3 mil usuários. Entre seus clientes, a companhia atende  grandes empresas e PMEs dos setores de telecomunicações, energia, climatização e sistema de segurança.

A companhia teve R$ 1 milhão de investimento aportado por Fábio Póvoa, investidor e cofundador da Movile. Para o crescimento local e posterior abertura de operações no exterior, Serta afirmou que fará mais uma rodada de investimentos.

Em campo

A solução da Produttivo consiste em um aplicativo móvel para os técnicos de campo e painel web para o gestor da equipe de trabalhadores. No painel, o executivo gere o tempo de atendimento em campo, recebe as informações e configura regras e formulários (checklists) para os atendentes. Por sua vez, o app tem funções de assinatura digital, envia foto e funciona offline, além de ter geolocalização para confirmar o local do chamado a ser atendido.

Um dos diferenciais do app, é a redução de tempo nas operações, como explicou Serta: “Nós temos redução de 50% a 60%, quando considerado em horas de trabalho. Buscamos trazer um ganho de produtividade, melhorar a economia, serviços e educar as pessoas para usar a tecnologia”.

Negócios

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Funcionando em um modelo SaaS, a Produttivo oferece três planos: starter, pro e advanced. O valor de cada plano é baseado no pacote escolhido e mais a quantidade de licença (usuários na plataforma). Atualmente, a companhia tem 17 funcionários, além de Victor Serta e o sócio Anderson Andreatta.

Das principais dificuldades que encontra para evoluir no negócio, o fundador da startup citou a mudança de cultura na gestão, em mudar para uma tecnologia nova. Ressalta que não vê o uso do WhatsApp e outros comunicadores como rivais, uma vez que tem uma tecnologia dedicada. Mas enxerga problemas no técnico de campo, em se adaptar à troca do papel para o digital.

“Muitas empresas de atendimento em campo ainda usam o papel. Isso demanda muito tempo e às vezes até um profissional dedicado apenas para o preenchimento das informações”, explicou. “Por isso a mudança de cultura é algo importante. Muitas vezes o gestor é mais resistente, ao gasto ou à mudança no serviço. Em outras é o técnico, com a tecnologia”.

Próxima fase

Para facilitar e reduzir as barreiras, Serta pretende trazer novas tecnologias. A primeira delas é um  portal para clientes pedirem atendimento de outras empresas ligadas à Produttivo. Mais adiante, a companhia pretende adicionar inteligência artificial e sensores para alertar sobre manutenção preditiva.

“Começamos a agregar inteligência artificial. No primeiro momento é apenas para agilizar o cadastro. Mas algo que queremos trazer são sensores de Internet das Coisas e um motor de inteligência artificial para prever. E, posteriormente, criar um plano de manutenção para empresas”, completou.