Um estudo do Serasa Experian encontrou 2,6 milhões de contas bancárias potencialmente “laranjas” para uso em fraudes em 2025, um aumento de 62% contra 1,6 milhão na avaliação feita em 2023.

Apresentado durante o Febraban Sec nesta quarta-feira, 18, o estudo foi feito com base em sinais e padrões associados a fraudes e considera como laranja o CPF usado para receber o montante do golpe e encobrir o verdadeiro criminoso. Para isso, a companhia avaliou o uso indevido de contas como intermediárias de fraudes, algo que é captado por meio de variáveis como:

  • Inteligência analítica proprietária, inclusive com a solução antifraude Score Laranja da Serasa Experian;
  • Perfil de relacionamento com instituições financeiras;
  • Hábitos de consumo do CPF;
  • Vínculos e inconsistências cadastrais.

Com esse arcabouço baseado em CPFs de todo o país, a empresa informou que apenas 3,2% dessas contas foram detectadas por instituições financeiras. Esse problema operacional acontece pela falta de monitoramento consistente, uso limitado de tecnologias de autenticação e complexidade do comportamento do usuário – uma vez que a conta laranja é apenas um intermediário antes do golpista, ou seja, uma camada que protege o criminoso de ser detectado.

O estudo revelou ainda que foram feitas 1,2 bilhão de operações fraudulentas no ano passado e que perfis de contas laranja foram nove vezes mais arriscados do que aqueles com alta frequência.

Imagem principal: Ilustração produzida por Mobile Time com IA.

 

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