A busca por atribuição, retenção e escalabilidade são os principais desafios para a maioria dos desenvolvedores de apps. A procura por um caminho que leve um aplicativo do seu lançamento ao crescimento exponencial foi abordada por Natasha Jones, gerente de crescimento do Google Brasil, em palestra no II Fórum Mobile Marketing Brasil, nesta terça-feira, 20, em São Paulo.

“Eu dividiria o ciclo de vida dos apps em três grandes momentos. É preciso validar o target, definir sua audiência no primeiro momento. Em seguida, você define a monetização. Por último, traça as estratégias de escalabilidade”, explica Jones.

Ela enfatiza que definir o público-alvo é importante, pois também são estabelecidas as métricas que a empresa trabalhará. Para ela, usar KPIS como ARPU, LTV e tíquete médio por usuário ativo, é a melhor forma de acompanhar o fluxo contínuo de usuários. “Tem que entender bem o usuário. Por isso, mensurar é essencial. É muito importante para ter insights”, completa a executiva do Google.

Online e offline

A fala de Jones foi enfatizada por Guilherme Baldacini, CMO da rede social para futebolistas amadores Appito (Android, iOS). Na sua opinião, o aplicativo precisa primeiro ter um público, depois reter seus usuários e, por último, angariar receita. Além disso, o especialista em marketing digital acredita que os desenvolvedores precisam acompanhar seus consumidores, seja no online ou no offline.

“Hoje em dia o aplicativo começa no digital. No entanto, muitos apps têm que ir para o offline para crescer. É o meu caso. Atualmente eu organizo jogos, eventos, jogo bola pelo menos quatro vezes na semana. Tudo isso para entregar uma experiência completa para o usuário participar do app nos dois mundos.”

Propósito para o negócio

Gustavo Henrique Silva, CTO da Liga Venture e fundador do Dieta e Emagrecer (Android, iOS), destacou a necessidade de cada negócio encontrar seu diferencial. “Quando vendi meu aplicativo para o fundo chinês, o Nutrisoft tinha de 60% a 70% de clientes da classe C. E entre 30% e 40% ainda preferem pagar por boleto a mensalidade. Isso acontece porque estava entregando uma ferramenta de saúde em um País que as pessoas sentem carência por este tipo de acompanhamento”, explicou o fundador do app.