| Mobile Time Latinoamérica | O mercado de smartphones na América Latina registrou crescimento anual de 3% durante o primeiro trimestre de 2026, ao atingir 34,8 milhões de unidades embarcadas, de acordo com o mais recente relatório da empresa de análise Omdia. O desempenho ocorreu após um fechamento recorde em embarques no quarto trimestre e no consolidado de 2025.

Segundo a consultoria, o crescimento foi impulsionado por uma acumulação preventiva de estoques por parte de canais de venda e operadoras, uma simplificação dos portfólios dos fabricantes e uma estratégia voltada a modelos com menor capacidade de armazenamento, em meio ao aumento dos custos das memórias DRAM e NAND.

No segmento premium, correspondente a aparelhos com preços superiores a US$ 500, a demanda se manteve estável graças a mecanismos de financiamento como parcelamento, programas de recompra e esquemas “buy now, pay later” (BNPL). No entanto, os segmentos de entrada e de baixo custo enfrentaram maiores dificuldades de acessibilidade.

Samsung segue na liderança

Samsung liderou o mercado regional com 12,9 milhões de unidades embarcadas e participação de 37%, a mais alta para um primeiro trimestre desde 2023. O desempenho foi apoiado pela demanda da linha Galaxy A nos segmentos de entrada e intermediário premium.

Xiaomi ficou em segundo lugar, com 6 milhões de unidades e participação de mercado de 17%, consolidando seis trimestres consecutivos de crescimento. A companhia reportou avanços de dois dígitos na América Central e no Peru, impulsionados principalmente pela linha Redmi Note 15.

Motorola ocupou a terceira posição, com 4,9 milhões de unidades e participação de 14%, embora tenha registrado queda anual de 5%. A redução esteve associada a uma diminuição de 37% nos embarques de dispositivos entre US$ 100 e US$ 200.

Por sua vez, HONOR alcançou o quarto lugar após crescer 30% na comparação anual e chegar a 3,4 milhões de unidades, equivalente a 10% do mercado regional. A fabricante foi impulsionada pelo desempenho do modelo Play 10 na categoria de entrada.

Apple fechou o top 5 com crescimento de 31%, favorecida pelo forte avanço no México e pela recepção da linha iPhone 17.

Projeções para 2026

A Omdia prevê que, durante o segundo trimestre de 2026, ocorra uma normalização dos estoques e um menor dinamismo nas vendas, especialmente em dispositivos abaixo de US$ 300.

Para a segunda metade do ano, a consultoria antecipa que os altos custos de componentes e a incerteza macroeconômica poderão pressionar ainda mais a demanda, embora ciclos promocionais e o reforço de opções de financiamento possam amortecer parcialmente o impacto.

O relatório também destaca que mercados como Brasil, México e Chile devem apresentar maior resiliência nos segmentos intermediário e premium, enquanto países mais sensíveis a preço priorizarão promoções táticas e um controle mais rigoroso de estoques.

A Omdia recomendou aos fabricantes otimizar seus portfólios para proteger margens, concentrar volumes em modelos estratégicos de gama média e fortalecer programas de financiamento e fidelização para manter a demanda em um cenário de custos mais elevados e volatilidade econômica.

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA