Eduardo Rezende Datora

Eduardo Resende é diretor executivo da ARQIA, empresa do grupo Datora

A ARQIA, operadora móvel virtual (MVNO) com foco em B2B e B2B2C para Internet das Coisas (IoT) do Grupo Datora, implementou conectividade máquina a máquina (M2M) na GolSat. A empresa é especializada em telemetria inteligente para gestão de frotas leves. Ao todo, são 30 mil veículos conectados para a captura de informações sobre o desempenho da frota, além de analisar comportamento do condutor – como frenagens bruscas, acelerações fora de proporção –, mas também consumo de combustível. A ARQIA entra com tecnologia que permite a transmissão de conectividade dos dispositivos móveis para diferentes plataformas. Dentro de cada carro da GolSat é inserido um SIMcard 4G para proporcionar aplicações de banda larga móvel. Nos veículos há uma câmera para monitorar o comportamento do motorista. A solução proporcionou uma redução de 15% nos custos como um todo da GolSat no seu segundo mês de uso.

Segundo Eduardo Resende, diretor executivo da ARQIA, a economia está relacionada ao consumo de combustível, diminuição de multas e de acidentes, entre outras variáveis. “A riqueza do IoT é conseguir o equilíbrio entre device, conectividade e aplicação. A (nossa) tecnologia permite alongar o ciclo de vida da frota e, com isso, o cliente reduz os custos. Você não precisa fazer o reinvestimento de um modo tão rápido: é possível alongar o payback e a redução do Opex e, assim, planejar como reinvestir na frota. (A conectividade) trouxe uma eficiência muito grande. Você não vai gastar se não for necessário”, resume o executivo.

A banda larga móvel permite o monitoramento em tempo real da frota. Com a câmera no para-brisa é possível fazer o reconhecimento facial do motorista, além de monitorar suas ações e reações no volante ao longo da viagem. A câmera também mostra a frente do veículo e possui um alto-falante, que pode dar dicas de segurança ao condutor e conteúdo de conscientização de uma condução mais segura. A franquia de dados pode ser distribuída entre os carros caso seja necessário. Ou seja, se um veículo usar menos do que seu chip oferece, parte dos gigabytes que sobrou naquele SIMcard pode ir para um outro carro que precise. “Vai de acordo com a demanda. Se um carro precisa andar por 24 horas, com troca de motoristas, por exemplo, é preciso deixar a câmera em modo contínuo e isso vai demandar maior consumo de dados.”