O Brasil é um dos mercados prioritários da Iridium para a venda de conectividade satelital em banda L. A ideia é oferecer para operadoras de telefonia móvel a possibilidade de roaming via satélite para dispositivos NB-IoT quando estes estiverem fora da área de cobertura das redes terrestres.
A empresa planeja lançar o serviço, batizado como Iridium NTN, no quarto trimestre deste ano. Já foram fechados acordos globais com Vodafone e Deutsche Telekom e há conversas iniciais com teles brasileiras.
A frota é composta de 80 satélites de baixa órbita, a 700 km de altura — muito mais perto que os satélites geoestacionários, que estão a 36 mil km de distância.
“Temos sobreposição satelital. Às vezes há dois ou até três satélites (com visada) ao mesmo tempo, oferecendo múltiplos ângulos de cobertura. Assim a antena trabalha com um ganho menor e consome menos energia, o que é bom para a bateria em locais remotos”, explica Victor Zanin, diretor comercial para a América Latina da Iridium, em conversa com o Mobile Time.
A baixa latência e o menor consumo de energia propiciados pelos satélites de baixa órbita abrem novas possibilidades de aplicações para a conectividade satelital. Zanin cita, por exemplo, os mercados de rastreamento de gado, de gestão de frotas de veículos leves e de medidores inteligentes de energia elétrica.
O executivo destaca também a ampla cobertura da constelação da companhia: “Nascemos há 25 anos com o propósito de ser a primeira empresa de telecom a levar conectividade para todo o mundo, a todo momento. Há lugares no extremo norte e no extremo sul do planeta Terra, como a Antártica e a Groenlândia, que só pega Iridium”.
Iridium PTN complementa GPS
Além do NTN para NB-IoT, a Iridium tem outra novidade, o Iridium PTN. Trata-se de um serviço de localização via satélite. A proposta não é competir com o GPS, mas oferecer redundância.
Criminosos que roubam cargas costumam usar um bloqueador de sinal para cortar a conectividade com o GPS, impedindo que plataformas de monitoramento localizem o caminhão. Mas como os satélites da Iridium são de baixa órbita, o sinal é muito mais forte e os bloqueadores atuais não conseguem cortá-lo, explica o diretor.


