A Xiaomi está posicionando a sua marca de smartphones POCO na categoria de flagships no mercado brasileiro e os handsets Redmi, na faixa de preço mais próxima do intermediário. Em conversa exclusiva com Mobile Time nesta semana, Luciano Barbosa, head de operações da DL, distribuidora oficial da POCO no Brasil, explicou que isso ocorre a partir de um salto de qualidade dos devices.

Os celulares da POCO eram conhecidos por terem boa configuração, mas o design não era diferenciado, vide o Pocophone F1. Agora, a marca evoluiu para um design mais premium com acabamento em vidro na parte de trás do handset e recursos avançados, como iluminação ao redor da câmera.

Além disso, a configuração também evoluiu. As especificações das linhas do topo desceram para as inferiores. Ou seja, o que era da linha F (flagship) desceu para X (intermediário alto), da X para M (intermediária), e da M para C (entrada).

Estratégia da POCO e Xiaomi

A reestruturação da marca, que retornou em 2019 ao Brasil, foi feita a partir de uma reaproximação entre POCO e Xiaomi, antes separadas por um spin-off, assim como busca atender ao público da marca ligado mais em games e em alta produtividade. O head da operação explicou que atualmente esse público está carente de devices, algo que acontece pela saída de players desse segmento gamer, como Asus e Lenovo, e pelas marcas principais (Samsung, Motorola e Apple) não atuarem com devices específicos para esses consumidores.

Com isso, Barbosa confirmou que a ideia com a POCO é ter pelo menos um modelo de cada linha sua no Brasil. Atualmente, a marca tem os handsets C71, C85, M8, M8 Pro, F8 Pro e o X8 Pro, que chega ao mercado nesta quinta-feira, 25.

Também explicou que essa estratégia de portfólio tem como objetivo atender a demanda do varejo, que vê boa recepção dos devices entre os consumidores, uma vez que tenta oferecer dispositivos mais robustos. Com presença em 10 mil pontos do varejo nacional, a operação da Xiaomi atua com grandes parceiros regionais e nacionais, como Bemol, no norte, e Dreves, no sul, assim como em lojas próprias.

POCO X8 Pro

POCO, Xiaomi

Smartphone POCO X8 Pro (divulgação)

Focado em atender o público mais exigente de jogos e produtividade, o handset POCO X8 Pro está posicionado na categoria de flagship (acima de R$ 5 mil). Barbosa explicou que o device chega em um momento estratégico, antes da alta de preço puxada pela crise da falta de memórias.

Questionado sobre como a companhia conseguiu gerenciar para que o aumento não fosse repassado neste lançamento, o executivo explicou que isso veio de um aprendizado da pandemia de administrar bem a cadeia de suprimentos.

Mas a expectativa é que o segundo trimestre tenha aumento de preços.

A estratégia de lançamento também contou com uma racionalização de portfólio. O POCO X8 Pro Max com mais armazenamento não chegará ao Brasil neste momento.  Na visão da empresa, o device mais robusto poderia canibalizar tanto o X8 Pro como o F8, por ter especificações similares.

Configuração e disponibilidade

Com tela de 6,5 polegadas, o POCO X8 Pro possui chipset MediaTek Dimensity 8500 Ultra, câmera principal de 50 MP, câmera secundária ultra angular de 8 MP e frontal de 20 MP. Destaca-se na configuração do device a bateria de silício-carbono de 6.500 mAh, mais leve e menor, além de um carregador inteligente de 100W que permite carregar o celular de 0 a 100% em 48 minutos.

Com sistema operacional HyperOS 3, da Xiaomi, baseado em Android, o dispositivo traz a comunicação offline do Xiaomi 15T e o HyperConnect, uma funcionalidade que permite parear e usar funções do celular em PCs e Macbooks, além de ter recursos de IA do Google (Gemini) e da própria Xiaomi.

Com opções de cores em verde, branco e preto, o handset chega por R$ 7 mil na versão com 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento em lojas físicas e online da Xiaomi, além dos varejistas parceiros com lojas de rua e no e-commerce.

Imagem principal: Ilustração produzida por Mobile Time com IA.

 

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