Presente em 1,5 mil escolas do País, com mais de 1 milhão de usuários cadastrados na base, a Agenda Edu (Android, iOS) conta com uma média de 75% de usuários ativos. A adoção das escolas torna o aplicativo a principal ferramenta de comunicação entre responsáveis, equipe pedagógica e alunos, daí seu alto percentual de utilização “Já está acontecendo uma transformação digital dentro das escolas. E, muitas vezes, nosso aplicativo é o primeiro passo”, diz Pietro Occiuzzi, CPO da Agenda Edu.

As ambições para o futuro da aplicação são grandes: chegar a 1,4 milhão de alunos em sua base até o fim deste ano e, até 2024, 10 milhões.

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Pietro Occiuzzi, CPO da Agenda Edu: “O WhatsApp acaba sendo um grande problema para a escola”

Carteira no app para pagamentos extras

Recentemente, a Agenda Edu acrescentou a funcionalidade de pagamentos de atividades extras. Ou seja, um passeio, uma festa ou uma aula extracurricular que não está incluído na mensalidade é pago à parte e, para não gerar boletos extras, os responsáveis podem pagar diretamente no aplicativo. Neste caso, a escola envia um evento pelo app e o usuário paga em poucos cliques.

“Como um Uber ou um iFood, a instituição cria uma carteira na Agenda Edu, insere suas informações bancárias e, em seguida, já pode fazer um evento, por exemplo, de um passeio extra. Em seguida, ela manda uma mensagem para cada responsável. Eles pagam essa fatura e a escola só precisa fazer o TED para sua conta. Esse é o único custo extra”, explica o CPO. A Agenda Edu usa como adquirente Pagar.me, da Stone.

Outras funcionalidades

A Agenda Edu é um assistente pessoal do aluno, onde ele pode organizar sua rotina. É lá onde estão informações como o dia de entrega do trabalho escolar, quando será o passeio, os dias e horários das provas, qual é a tarefa de casa, entre outras atividades do dia a dia do estudante.

O aplicativo conta também com um programa de troca de mensagens. Nele, responsáveis, alunos e professores podem se comunicar, centralizando as conversas sobre a rotina estudantil do adolescente.

Os assuntos são divididos por canais de atendimento. Por exemplo, se o responsável precisa tirar uma dúvida com o setor financeiro da escola, apenas as pessoas autorizadas pela escola podem ler essas mensagens. Já se o aluno precisa encontrar algo no achados e perdidos, apenas essas pessoas autorizadas poderão ler a mensagem. Há também um canal do grupo familiar, onde todos os responsáveis pelo aluno receberão as mensagens. Mas é possível também mandar mensagens individuais. “No fundo, o WhatsApp acaba sendo um grande problema para a escola porque a comunicação não é controlada por ela. No caso do canal de mensagens do app, está tudo lá. E temos auditoria, o que é importante para a escola”, explica Occiuzzi.

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Histórico

A Agenda Edu nasceu como Agenda Kids, em 2014, no startup weekend de Fortaleza. A ideia era resolver um problema de um pai que sentia que a comunicação entre ele e a escola do filho não era boa. Nesse momento, o aplicativo era voltado exclusivamente para a comunicação entre responsáveis e a equipe da escola da educação infantil (professores, coordenadores, financeiro etc).

Em 2016, a equipe decidiu inserir o aluno no aplicativo e, com isso, surgiu a Agenda Teen, voltado para crianças a partir do Fundamental II. “Na Agenda Kids, criamos uma inteligência por trás para saber se os pais eram ou não engajados no aplicativo. Quando surgiu a Agenda Teen, trouxemos o aluno para a plataforma. Com isso, desenvolvemos um algoritmo que pega as interações que acontecem no app e faz um cálculo para mensurar o nível de engajamento da turma com o aplicativo”, explicou o CPO.

No fim de 2018, nasceu a Agenda Edu. “É uma evolução das agendas. Fizemos um redesign de melhorias de experiências do usuário, cujo foco até então estava no responsável. Agora, o aluno é a peça mais importante”, explicou Occiuzzi.

Escolas públicas

No ano passado, a Agenda Edu começou a ser oferecido gratuitamente para algumas escolas públicas. “Começamos o movimento e algumas secretarias já usam o app. A ideia é ver como podemos ajudar essas escolas, pais, professores e alunos. Temos experiência com os colégios privados e queremos melhorar a comunicação nas públicas também”, diz Occiuzzi.