O mercado de banking as a service (BaaS) deve passar por um processo de consolidação acelerado a partir do segundo semestre deste ano. A previsão é do diretor executivo da ABBAAS (Associação Brasileira de Banking as a Service), Rogério Melfi, em conversa com Mobile Time.

O processo de fusões e aquisições é motivado não apenas pela competição natural no mercado, mas também pela sua regulação, anunciada no fim do ano passado, e pelas novas exigências do Banco Central junto ao setor financeiro.

A própria procura pela emissão de novas licenças para instituições financeiras diminuiu bastante após o endurecimento da regulação. Se antes o BC recebia cerca de 15 pedidos por mês, agora a média é de dois, comenta Melfi, citando dados de uma recente apresentação do regulador.

ABBAAS pós-consolidação

A ABBAAS foi fundada cerca de um ano e meio atrás, justamente para auxiliar as empresas desse segmento no processo de construção da regulação pelo BC. Agora, sua missão principal é ajudar suas associadas a se adaptarem às regras definidas pelo regulador, cujo prazo final é 31 de dezembro deste ano.

A entidade conta hoje com 11 associadas, a maioria prestadoras de BaaS, como a Celcoin, uma de suas fundadoras, mas também algumas contratantes desse serviço, como a Contabilizei.

Melfi estima que após a consolidação prevista para os próximos meses restarão cerca de 40 prestadoras de BaaS no mercado. O número atual é desconhecido, mas possivelmente passa de 100.

 

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