Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. A Lei de Lavoisier se aplica para vários sistemas fechados, natureza, elementos químicos, restaurante por quilo (o arroz da feijoada na quarta-feira vira o bolinho frito na quinta-feira) e na tecnologia também.

É o caso da Kick (Android, iOS), uma plataforma de vídeo australiana criada em 2022 como uma alternativa à rival Twitch para gamers transmitirem suas partidas, e que hoje se posiciona para disputar com outras plataformas de vídeos e gaming, como TikTok e YouTube.

De acordo com o Stream Charts, três dos cinco canais de streaming mais assistidos no Brasil são vistos pela Kick, sendo o BaianoTV o principal. Mas em categoria é possível notar que o tipo de conteúdo que o brasileiro mais assiste são os ‘Just Chatting’, ou seja, as conversas casuais que podem ser desde quadrinhos até uma pessoa transmitindo filme e fazendo comentários em cima.

Os dados consideram as visualizações nos últimos sete dias. Por sua vez, os dados oficiais da plataforma revelam que possuem 414 milhões de horas assistidas por mês, 67 milhões de canais e 46 milhões de conversas diárias.

Uso e avaliação da Kick

Como um serviço de vídeo, a Kick é similar às outras. O usuário transmite o que quer, ao vivo. O usuário assiste pode conversar via chat, assinar e fazer contribuições ao canal favorito (gifts). O que me incomoda no app é:

  • A falta de informações e de botões em português, a tal da tropicalização;
  • Quando você diminui uma tela, não consegue aumentar novamente e trava tudo. Só consegue sair entrando em outro vídeo;
  • Durante a live, você não consegue clicar no nome e entrar no canal da pessoa.

Mais importante, há uma falta de cuidado ou desdém dos usuários com privacidade, proteção de dados ou propriedade intelectual por falta de barreiras e curadoria.

Na Kick vi canais de uma pessoa retransmitindo imagens de uma praça que passam ‘n’ pessoas e outro transmitindo e comentando ‘De Olhos Bem Fechados’ na íntegra. Nessa busca por serem os próximos Casimiro Miguel, os streamers brasileiros estão sem freio algum – como aconteceu no passado com TikTokers, Instagrammers, YouTubers e blogueiros.

Vale tudo pelo clique.

Foge a essa regra os streamers de gaming e do exterior que buscam simplesmente mostrar suas partidas ou conteúdos na plataforma.

 

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