Mesmo com grandes avanços no setor de telecomunicações, o diretor de soluções da Aldak, Fábio Lisboa, defendeu que em operações críticas a rede de rádio ainda é fundamental. Segundo ele, a principal questão para uma migração total nas empresas para conexão 4G ou 5G é a necessidade de atender a um elevado número de dispositivos em locais com muitos obstáculos ou de áreas extensas. No entanto, isso não quer dizer que ambas não possam operar em conjunto.
Um exemplo citado pelo executivo, durante o MPN Forum, evento organizado por Mobile Time nesta terça-feira, 16, foi de um cliente que atua no segmento de mineração e que desejava migrar totalmente para a rede LTE, algo que a Aldak identificou que não seria possível. Por isso, a empresa recomendou a manutenção do LMR e construiu um projeto de LTE que pudesse funcionar integrado à rede de rádio, o que também é mais em conta, já que smartphones LTE chegam a ser 15 vezes mais caros do que os rádios Ex.
Lisboa ressaltou que isso não é uma regra e varia conforme a limitação física, a quantidade de usuários simultâneos e a densidade de cada site da operação. Hoje há três cenários para a integração entre o LMR (Rádio Móvel Terrestre, em tradução livre para o português) e o LTE: extensão, migração e evolução. No primeiro, a rede de rádio já existe, mas ela precisa ser expandida. Dessa forma, o cliente pode investir em uma nova tecnologia para dar início ao processo de migração de sistema ou ele continua com a atual e fica defasado.
“Ao invés de expandir a rede de rádio, ele faz isso com o LTE e realiza uma interconexão entre as duas”, explicou.
No segundo, há a troca tecnológica, mas sem perda operacional. Para isso, os dois tipos de redes operam faseadas e ao mesmo tempo.
Já a evolução acontece mais em redes multiserviços, que atendem diversos dispositivos e exigem diferentes tipos de conexão, como CPEs, telemetria, sensores, entre outros. Neste caso, há a substituição por uma rede mista, com RT e rádio, sendo este para regiões mais afastadas e que só precisam de contato por voz.
De qualquer forma, ele esclareceu que antes de optar por qualquer uma dessas opções, a empresa deve realizar uma prova de conceito (PoC), não apenas com os equipamentos, mas com os funcionários também, para garantir o seu engajamento.
Foto: Fábio Lisboa, diretor de soluções na Aldak, no MPN Forum. Marcos Mesquita/Mobile Time


