A RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) avalia a possibilidade de tornar-se uma operadora móvel virtual (MVNO), mas direcionada para educação e pesquisa. Segundo Guilherme Costa, analista de projetos sênior na gerência de projetos estratégicos da RNP, a pretensão tem como propósito garantir a conexão de alunos e professores também fora das instituições de ensino.
Além das MVNOs, a RNP está apostando em outros projetos como redes privativas, OpenRAN e soluções de acesso fixo sem fio (FWA). Um deles já está em testes, no caso, em Campo Formoso, no norte da Bahia. A prova de conceito (PoC) foi baseada em um pedido do Ministério das Comunicações (MCom) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que previa ampliar a implementação do 5G em cidades com menos de 100 mil habitantes e exigia que fosse um projeto replicável em outras cidades.
Durante o MPN Forum, realizado nesta terça-feira, 16, Costa explicou que, para Campo Formoso, a criação de uma rede privativa foi usada para modernizar a iluminação pública, uma estratégia para desenvolver a infraestrutura necessária para transformar a localidade em uma cidade inteligente. Para isso, ela conectou as 40 luminárias instaladas via internet fibra que, no caso, é da Brisanet. Os dispositivos foram equipados com Wi-Fi público, antena 5G, câmeras de videomonitoramento e sistema de telegestão. O ecossistema também permite que operadoras aluguem a infraestrutura para oferecer os seus serviços.
Foto: Guilherme Costa, no MPN Forum. Marcos Mesquita.


