O investimento em inteligência artificial tem gerado um retorno de 16% para grandes e médias empresas no Brasil, revela estudo feito pela Oxford Economics por encomenda da SAP. A expectativa é de que esse retorno suba para 31% dentro de dois anos. As companhias brasileiras investem em média US$ 14,2 milhões em IA por ano, informa o estudo. Esse valor deve aumentar 36% até 2027.
“O estudo mostra que a inteligência artificial deixou de ser um hype, ou algo em fase de experimentação, e passou a impactar os resultados das empresas”, disse Rui Botelho, presidente da SAP Brasil, durante almoço realizado com a imprensa nesta quinta-feira, 4, em São Paulo.
Em investimento anual em IA, o Brasil fica bem atrás das empresas chinesas (US$ 42 milhões) e das norte-americanas (US$ 37 milhões), mas o retorno de 16% está em linha com a média global. A Oxford Economics entrevistou 1,6 mil executivos de oito países, sendo 200 deles do Brasil.
Aplicações
Em 69% das empresas brasileiras entrevistadas os executivos afirmam que a IA tem sido eficaz em solucionar seus principais desafios de negócios – percentual acima da média global, de 59%.
Além disso, estima-se que 23% das tarefas corporativas no Brasil já contam com algum tipo de suporte de IA. E a proporção deve subir para 40% até 2027.
Agentes de IA
A nova tendência em inteligência artificial são os agentes de IA, que têm autonomia para execução de tarefas e conseguem interagir a partir de interface conversacional.
“O agente de IA executa processos complexos multiáreas e multissistemas. Isso muda o jogo completamente. Tem um potencial muito maior, mas também representa maior complexidade”, comentou Botelho.
65% das empresas brasileiras entrevistadas se declaram “parcialmente preparadas” para trabalhar com agentes de IA e 1% afirmam estar totalmente preparadas. A expectativa inicial é de obter um retorno de 10% sobre o investimento em agentes de IA.
A imagem no alto foi produzida por Mobile Time com IA
*O jornalista viajou para São Paulo a convite da SAP.
