Recentemente, entrei no universo das pessoas com cefaleia e enxaqueca. Uma pessoa próxima a mim foi a uma consulta com uma neurologista para analisar como tratar suas constantes dores de cabeça. Para analisar o histórico, a médica especialista indicou que a paciente usasse um diário para relatar os sintomas. Nas lojas de apps há diversas opções de registro de dor de cabeça, mas, a mais completa que encontrei foi o Diário Cefaleia (Android, iOS).
Entenda, os dois são termos similares, mas são diferentes. Enquanto a cefaleia é um termo genérico para dor de cabeça, a enxaqueca é uma dor específica que ataca uma pessoa de forma intensa e unilateral, inclusive pode gerar náuseas e vômito com sensibilidade à luz e som.
É comum pessoas que tenham enxaqueca terem inclusive um aviso por meio de alterações visuais com pontos brancos e feixes de luz, a aura.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) e com a Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, 140 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de dor de cabeça e outros 30 milhões com enxaqueca. Mas a maioria das pessoas não tratam essa condição e acabam se automedicando – e em casos mais graves correm para a emergência para tomar medicação intravenosa.
Uma das formas de tratar é entender o histórico do paciente e seu estilo de vida (se faz exercícios, tem sono adequado, fuma, exagera em café ou álcool). Porém, o início ideal é passar a analisar o histórico.
Diário Cefaleia: como funciona
Feito pela farmacêutica Libbs com a Applause, o app foi feito para ser o diário da dor de cabeça do paciente. Ou seja, uma pessoa pode marcar quando, por que e como suas cefaleias acontecem. Em seu primeiro acesso, o usuário preenche seus dados pessoais e responde uma pesquisa rápida, com perguntas como se usa algum tipo de medicamento contínuo.
Quando uma nova dor de cabeça aparece, o internauta registra :
- A data da crise, período do dia e o que a pessoa estava fazendo;
- O grau de intensidade: fraca, moderada, forte ou intensa, e marca se a crise teve aura;
- Se realizou exercícios físicos ou jejum prolongado;
- Informa se a dor de cabeça está ligada a fatores desencadeantes, como hormônios, falta de sono e ansiedade;
- Informa a área da cabeça (a parte que achei mais legal do app);
- Se tomou medicação;
- E pode incluir outros sintomas.
Ao final do preenchimento, a dor de cabeça é marcada no histórico da pessoa. Na área ‘meu histórico’, o paciente pode ver o histórico de 7, 30 ou 60 dias de suas cefaleias por meio de gráficos que revelam: se usou medicamentos; total de ocorrências; fatores mais comuns; nível de dor; e as áreas mais afetadas da cabeça. Possui um calendário que pode filtrar as crises por nível de dor, área da cabeça, fator desencadeante ou data, e pode fazer alterações.
O usuário também pode enviar o relatório para o seu médico. Basta preencher na área ‘minha médica/ meu médico’, o período do relatório com data inicial e final, nome do médico, e-mail e telefone. O app também pode incluir e manter um histórico de consultas feitas com o profissional.
Na parte de segurança, o app (provavelmente propositalmente) necessita que o usuário faça o login em todo acesso, algo que pode ser feito com login e senha ou por meio das contas de Facebook e Google.
Totalmente em português, o app é bem visual e fácil de usar. Seus botões são grandes e as letras bem legíveis. Os gráficos ajudam bastante a entender sobre as crises. Um fato curioso é que o app não tem uma home. A tela principal é da ocorrência de dor de cabeça com um botão para levar o internauta ao seu histórico, ou seja, uma opção direta. E a navegação entre as áreas do app acontece pelo menu.


