A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) criticou a resolução 852/2026 do Comitê de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) que implementou alíquotas de importação em produtos diretamente ligados à cadeia produtiva de data centers e, com isso, confronta com o Redata.

O núcleo executivo colegiado que está sob a tutela do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, adicionou as seguintes taxas:

  • 18% para equipamentos de média capacidade;
  • 25% para servidores de grande capacidade;
  • 25% para switches e roteadores;
  • Sistemas de armazenamento, de 12,6% a 14%;
  • Semicondutores e serviços integrados, 7,2%.

De acordo com a nota do Gecex, a mudança se alinha à alteração na Nomenclatura Comum Mercosul (NCM) e à Tarifa Externa Comum (TCM).

Importante dizer, a normativa do Gecex também traz uma alíquota de 20% para equipamentos de telecomunicações, como antenas para ERBs, handsets e transmissores.

Redata x Gecex

Para a Abes, a medida do colegiado afeta a economia nacional por esses equipamentos estarem entremeados em diversos setores da economia, como sistema financeiro, educação, agricultura, indústria, varejo e saúde, e que o encarecimento dos servidores pode trazer um efeito para esses setores.

A associação reforça que a implementação da resolução 852 é contrária ao Redata, ao criar alíquotas que a Medida Provisória e agora projeto de lei buscam eliminar para incentivar o setor. Com isso, o Redata já nasce comprometido, uma vez que outros países da América Latina (Chile, México e Colômbia) colocam alíquotas entre 0 e 6% para produtos TIC importados.

Como sugestão ao colegiado, a Abes pede alíquota zero ou reduzida a, no máximo, 5%. Também pedem a revisão estrutural da Tarifa Externa Comum para os equipamentos digitais.

Imagem principal: Ilustração produzida por Mobile Time com IA.

 

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