A minha coluna deste mês vai tratar do mais respeitado e completo evento global para o ecossistema das telecomunicações – o Mobile World Congress (MWC).
Em 2026, o evento completa sua 20ª edição na cidade de Barcelona. Por essa razão, esperam-se ainda mais novidades neste evento, que há alguns anos deixou de ser voltado apenas ao setor de telecomunicações para focar em conectividade.
Segundo os organizadores, há previsão de número ainda maior de expositores, patrocinadores e parceiros que em 2025, que estarão reunidos para debates e tendências que devem impactar significativamente o ecossistema global de telecomunicações, com reflexos diretos também no Brasil.
E os números de 2025 já impressionaram: houve 109 mil participantes, de 205 países, sendo que 56% deles de indústrias adjacentes ao core do ecossistema de telecom; mais de 2900 expositores, patrocinadores e parceiros; mais de 1200 palestrantes (sendo 41% de mulheres), mais de 1 mil startups, e mais de 2900 jornalistas e analistas de mercado, só para citar alguns números.
É, com efeito, uma tremenda oportunidade de se ter acesso a diferentes perspectivas de negócios que enriquecem o pensamento crítico de quem trabalha com temas ligados à tecnologia e à conectividade. De modo geral, o evento destacará a integração da IA, avanços do 5G/6G e a sustentabilidade no ecossistema digital. De modo mais específico, o site oficial do evento indica que o tema dessa edição será “a IQ Era”, reunindo 6 temas de liderança de pensamento que moldarão as sessões da conferência, quais sejam: 1) Infraestrutura inteligente, focando a evolução da infraestrutura digital, incluindo redes de próxima geração, computação na nuvem e na borda, automação e sistemas resilientes capazes de suportar demandas futuras; 2) ConnectAI (Conectividade com inteligência), explorando como IA e machine learning estão sendo integrados nas redes de telecomunicações, criando redes automatizadas, eficientes e novas oportunidades de serviços inteligentes; 3) AI 4 Enterprise (IA aplicada às empresas), abordando o uso prático da IA em diferentes setores para melhorar produtividade, reduzir riscos e apoiar operações, com casos de uso claros em manufatura, finanças, logística, entre outros; 4) AI Nexus (Convergência da IA), focando a interseção entre tipos avançados de IA — como IA generativa e multimodal — e questões relacionadas a governança, ética, experiências personalizadas e padrões tecnológicos emergentes; 5) Tech4All (Tecnologia para todos), destacando iniciativas e discussões sobre inclusão digital e acessibilidade, buscando reduzir lacunas de acesso à tecnologia e promover soluções sustentáveis e equitativas; e 6) Game Changers (Inovações disruptivas), apresentando tecnologias emergentes que podem transformar setores inteiros — como conectividade espacial, sistemas autônomos e novas interfaces — e desafiar o status quo tecnológico.
Segundo a GSMA, organizadora do MWC, nesta nova era da inteligência, a percepção humana e a previsão tecnológica precisam se unir para criar resultados positivos em toda a indústria, nos negócios e na sociedade. E a feira será o lugar para tornar isso possível, pois reunirá todo o ecossistema de conectividade — de formuladores de políticas a líderes de tecnologia — aproveitando o conhecimento coletivo e possibilitando a colaboração universal.
Pois bem, para os leitores que terão o privilégio de estar na feira, comecem a organizar a agenda para tentar assistir a um pouquinho de tudo à disposição. Será, mais uma vez, uma grande oportunidade de troca de conhecimentos e aprendizados.
Se estiver por lá, faça contato comigo! Será um prazer estar com os leitores do Mobile Time que também estiverem por lá e poder apreciar, discutir e aprender sobre as novas tendências, inclusive visitar o novo espaço do evento – o chamado Avião do Futuro.
E, na volta, conto para vocês o que de mais interessante vi por lá.

