Os rugged phones (celulares robustos) são altamente resistentes, capazes de suportar água, poeira e até temperaturas extremas. A tecnologia por trás dessa robustez surgiu a partir dos anos 1960 e avançou para os celulares cerca de 40 anos depois, com a chegada dos chamados tijolões, como os modelos da Nokia, 3310 e 1100, além do icônico Motorola StarTAC.

Esses dispositivos revelaram um mercado que buscava celulares quase indestrutíveis e não levou muito tempo para as fabricantes entenderem isso. Ainda em meados dos anos 2000, os primeiros aparelhos chegaram ao mercado, entre eles o Nokia 5140i e o Casio Canu 502S, da NEC Casio Mobile.

Tecnologia sim, resistência sempre

Com o lançamento do iPhone, em 2007, o segmento de rugged phones também precisou correr atrás do prejuízo, mas sem perder a robustez. Novamente, a NEC Casio foi uma das pioneiras, ao ter lançado em 2011, o Casio G’zOne Commando – o primeiro smartphone Android a ter certificação militar nos Estados Unidos, saindo à frente do Defy, da Motorola, que chegou ao mercado no mesmo ano.

Rugged phones

Motorola Defy. Foto: Wikimedia Commons.

Outra que apostou no nicho foi a Samsung — e segue assim até hoje. O seu primeiro smartphone robusto foi o Galaxy XCover. Três anos mais tarde, ela expandiu essa resistência para sua linha de tablets, com o Tab Active. 

A chegada de marcas de peso foi tornando cada vez mais evidente o potencial do setor. Com isso, outras fabricantes chegaram, como a chinesa Blackview (2013), que hoje tem em seu portfólio não apenas celulares e tablets robustos, como também relógios inteligentes e fones de ouvido.

Versáteis

Hoje, a diferenciação de um rugged phone para um smartphone comum começa pela certificação. Uma delas é o código IP, que indica o nível de resistência do aparelho, como o IP68, que significa que ele tem a máxima proteção contra poeira (6) e resistência prolongada à água e jatos de alta pressão (8). Outro certificado é o MIL-STD-810H, o padrão militar dos EUA, que o G’zOne Commando conseguiu.

Mais do que resistência, eles possuem recursos refinados, como imagem térmica, visão noturna, comunicação via satélite, baterias de longa duração e lanternas potentes de LED. Essa combinação acaba sendo utilizada por diferentes setores, como o da construção civil, segurança pública e transporte, embora existam simpatizantes que os utilizam no dia a dia, buscando especialmente durabilidade, já que a vida útil de um smartphone não costuma ser muito longa. 

Blackview A60. Foto: Acabashi/Wikimedia Commons.

 

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