A Meta propôs um acordo à Comissão Europeia (CE) a respeito da permanência dos assistentes de IA concorrentes no WhatsApp Business. Em outubro de 2025, a big tech anunciou uma nova política de uso, que vetava o acesso de outras empresas aos usuários, limitando a oferta do serviço ao Meta AI. 

Segundo a apuração do site Euractiv, a liberação, no entanto, tem duas ressalvas. A primeira é em relação ao período de abertura, que tem prazo inicial de apenas 12 meses. A segunda é sobre o fato de que a empresa cobrará uma taxa de uso de suas concorrentes. O TechCrunch afirmou que os valores devem variar entre 0,05 euros e 0,13 euros (R$ 0,31 e R$ 0,79). 

O movimento foi visto pela comissão como uma possível prática antitruste, dando início a uma investigação que, em análise preliminar, apontou violação das leis da União Europeia sobre a prática. A partir disso, a CE alertou que pretendia impor medidas provisórias contra a Meta. Para evitar sanções, a big tech apresentou sua proposta. 

A proposta será analisada pela Comissão Europeia. A ideia da big tech é propor a mesma iniciativa no Brasil. Na quarta-feira, 4, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve a suspensão dos termos de restrição. Na Itália, onde ela também é investigada, a política de uso foi totalmente suspensa em janeiro deste ano.

Ilustração produzida por Mobile Time com IA.

 

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