O Itaú anunciou nesta quarta-feira, 22, um investimento na Minter Digital, uma startup especializada na construção de data centers voltados à mineração de criptomoedas. Sem revelar os valores exatos, o banco respondeu a Mobile Time que o aporte foi feito pelo Itaú Ventures e que está dentro de sua faixa histórica de investimentos, entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões.
Além do Itaú, a rodada da série A contou com Leste Group e investidores individuais do setor.
A proposta da companhia é reduzir os impactos do corte obrigatório de geração de energia (curtailment, no original em inglês) que, em grande parte, a ONS utiliza quando há excesso de capacidade de transmissão. Para isso, a Minter propõe instalar data centers junto às usinas para evitar cortes, que, uma vez conectados, consumirão a energia que viraria curtailment.
Ou seja, uma energia que antes seria desperdiçada é convertida para poder computacional – neste caso, uma capacidade para minerar criptomoedas.
Baseando-se no tripé de excelência operacional, otimização de energia e performance transparente, a Minter já possui um projeto de 20 MW com uma operadora de energia renovável na Bahia.
Próximos passos da Minter com o Itaú
A injeção de capital feita pelos investidores permitirá que a startup avance em novos produtos e serviços, como liquidação e custódia de bitcoins minerados e acesso a ativos recém-minerados baseados em energia limpa, o bitcoin clean.
Também está no radar a expansão internacional para a América do Norte. Esse avanço mira usar uma tendência dos mineradores de bitcoin norte-americanos, a combinação da infraestrutura de mineração com data centers voltados ao treinamento de inteligência artificial generativa.
E, ao lado do Itaú, os executivos da Minter querem acessar mais especialistas da indústria e recursos para garantir seu crescimento e desenvolvimento.
Imagem principal: Ilustração produzida por Mobile Time com IA.

