O eSIM chegou aos mercados a partir de 2016, quatro anos depois da GSMA dar início ao seu desenvolvimento, que pretendia criar um SIM baseado em software. Naquele tempo, havia o entendimento de que a tecnologia daria fim ao chip físico, mas dez anos depois, o cenário não é bem assim. 

Segundo pesquisa da Mobile Wold Live, a ampla adesão esbarra na falta de conscientização, além da leitura de que se trata de uma tecnologia complexa e limitada para dispositivos mais sofisticados. Outra questão está ligada à segurança. Embora ele evite furto ou adulteração do SIM, o software tem maiores riscos de ser fraudado. Isso porque cibercrimiosos podem ativar linhas usando dados de usuários.

A tecnologia nada mais é do que um microship soldado à placa-mãe do aparelho, o que o habilita a se conectar a uma rede móvel de forma remota, podendo utilizar diferentes planos e operadoras variadas de forma simultânea. A dinâmica acaba sendo uma mão na roda para viagens internacionais, já que o usuário pode contratar um plano sem depender de roaming ou ir a uma loja física. No entanto, foi na indústria que o eSIM teve maior adesão.

Importância no IoT

Além de toda a praticidade mencionada acima, o fato de possibilitar a troca de conexão entre operadoras sem depender de intervenção manual traz praticidade e otimiza tempo nos complexos industriais e agrícolas, sem contar que é um alívio para o meio ambiente, com a menor produção de plástico. 

O chip digital também facilita a fabricação de máquinas, pois a tecnologia possibilita o desenvolvimento de um mesmo hardware para distribuição global. Além disso, o eSIM prolonga a vida útil de sensores ambientais ou infraestrutura de energia em campo por até dez anos. O software também pode ser utilizado para diversos fins, como no rastreamento, em serviços de utilidade pública e no setor automotivo, com carros autônomos e infraestrutura de carregamento de veículos.

Linha do tempo

O chip virtual teve o smartwatch Samsung Gear S2 Classic 3G como o primeiro dispositivo a usá-lo, em 2016. No ano seguinte, foi a vez da Apple ter o seu primeiro aparelho com eSIM, o Apple Watch Series 3. 

eSIM

Samsung Gear S2 Classic 3G. Reprodução/Samsung.

A revolução veio em 2018, quando a fabricante lançou seus primeiros smartphones compatíveis com a tecnologia, o iPhone XS e o iPhone XR, além disso, os novos iPads também foram lançados com essa novidade. Entre 2018 e 2019, quem entrou na onda foi a Microsoft, com o Surface Pro LTE. 

A partir de 2022, a Apple começou a produzir dispositivos sem a bandeja para SIMcard nos EUA, embora isso não seja realidade em outros lugares do mundo. Estratégia também foi adotada pelo Google no país. 

Luz no fim do túnel

Um estudo feito pela Juniper Research, divulgado no final de 2025, projeta que o eSIM deve ter um salto significativo entre os smartphones, chegando a 4,9 bilhões até 2030. 

No universo IoT, a GSMA acredita que a tecnologia deve entrar em um novo momento, saindo da aceleração para a escala, enquanto entra em um período de inovação. Parte do prognóstico se deve ao padrão SGP.32, que viabiliza administrar dispositivos de países diferentes, além de proporcionar melhor conectividade e maior velocidade.

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA