Os agentes de inteligência artificial (IA) que atuam em nome de empresas devem ter a procuração de um ser humano para que este possa ser responsabilizado por seus atos. É o que propõe o CIO e CTO do grupo farmacêutico EMS, Diego Neufert. Ele falou sobre o tema durante um painel do SAP Now AI Tour Brazil, nesta quinta-feira, 10, em São Paulo/SP.
“Essa procuração é fundamental para dar consciência de que as pessoas precisam se responsabilizar [pelas ações dos robôs]. Assim como um estagiário tem um gestor responsável, o assistente virtual precisa ter também. Funciona da mesma maneira”, propôs Neufert.
A autorização legal facilitaria a auditoria das ações de cada sistema. Além disso, é claro, poderia ser eventualmente revogada. Trata-se de uma medida essencial para a governança da tecnologia, argumenta Neufert. “Não vai existir IA sem as pessoas”, resumiu.
*O jornalista viajou a convite da SAP

