No final dos anos de 1990, o celular foi deixando de ser um item extremamente elitizado e começou a ganhar as ruas. É nesse período em que o design começa a ganhar importância. A partir de 1993, quando Nokia (101) e Swatch (TCE) lançam os primeiros modelos com cores vibrantes, e o dispositivo móvel começa a ser não apenas um objeto de status, mas uma maneira de mostrar sua identidade. Isso fez com que muitos fabricantes se movimentassem para oferecer celulares que possibilitassem diferentes manifestações, inclusive, modificações no aparelho.
Dois anos após esses dois lançamentos, a Motorola e a Ericsson tornaram-se pioneiras na produção de modelos que podiam trocar de painel frontal, como o Flare e o GF388, respectivamente. A fabricante sueca, inclusive, chegou a lançar um celular que não só permitia essa mudança, mas que também possuía anéis para decorar a sua antena.

Modelo GA628, da Ericsson. Foto: History of GSM.
Enquanto o mercado permitia apenas a troca da parte frontal dos aparelhos, a Nokia chegou com o Nokia 5110, em 1998, que possuía diversas cores e uma troca mais prática. Além disso, era possível trocar a antena original, por uma alternativa, que piscava nas cores vermelho e azul, quando o telefone tocava. Ele não foi o único a ter essa possibilidade, já que muitos dispositivos podiam ter suas antenas substituídas e opção não era problema, já que existiam de diversas cores e até de strass. O 3210 foi um outro exemplo da marca, que ainda entrou para a história ao ser o primeiro sem antena exterior a ser fabricado em massa.
Capinhas de outros tempos
Com tantas possibilidades, não era raro encontrar anúncios de aparelhos celulares que os relacionassem à moda e os vendessem como um produto fashion. Mas engana-se quem pensa que só era possível decorar antenas ou trocar as carcaças. Ao longo dos anos de 1990 e 2000, também existiram capinhas, embora pouco semelhantes às que são vendidas hoje, já que o seu principal propósito era transportar.

À esquerda, anúncios no jornal finlandês Iltalehti, mostrando como os celulares eram personalizados. À esquerda, algumas capas feitas pela Marimekko. Imagem: Iltalehti.
Imersa nesse universo fashion e tecnológico, a Nokia também entrou nessa e chegou a fazer até uma parceria com a Marimekko, uma marca de design renomada da Finlândia, além de ter modelos do Mickey Mouse ou inspirados pelas pinturas de Joan Miró.
Estética mais discreta
A partir de 2007, com a chegada do iPhone e o avanço dos smartphones, esse período de capas para transporte, antenas decoradas e painéis estilizados vai ficando para trás. Nos dias atuais, os aparelhos costumam ter cores mais sóbrias e design minimalista, algo que não é raro se aplicar às capinhas, que ganharam a função de proteger o aparelho — embora existam exceções.
Mais recentemente, os pop sockets começaram a ser parte do estilo e da praticidade dos aparelhos, como uma forma de segurança. As correntes também ganharam a vez, embora sejam utilizadas como uma espécie de bolsa, com o aparelho à mostra, em diversas cores e até em strass. Além disso, há os cordões — também chamados de phone strap — com miçangas para todos os gostos.


