A Cielo atingiu no segundo trimestre de 2023 um lucro líquido recorrente de R$ 486 milhões de reais, crescimento de 27% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido de adquirência (excluídas as despesas financeiras das dívidas contraídas na aquisição ou em investimentos em estruturação) chegou a R$ 365 milhões, aumento de 18% ano contra ano. Porém, o volume financeiro transacionado (TPV) de R$ 196 bilhões foi considerado aquém do esperado, registrando queda de 11%, reflexo do declínio no número de clientes no período. Para compensar, Estanislau Bassols, CEO da Cielo, anunciou a contratação de 1 mil pessoas no setor de vendas até o fim do ano, sendo 400 agora. Atualmente, são 2,5 mil especialistas de negócios no País.

“Estamos num ciclo de investimentos elevado com o objetivo de levar a companhia a um outro patamar”, disse durante conversa com jornalistas sobre os resultados financeiros nesta quarta-feira, 2.

A receita operacional totalizou R$ 2,6 bilhões, incremento de 4% ano contra ano, tanto em Cielo quanto em Cateno, sendo que o volume teve queda de 11% na Cielo Brasil e na Cateno, aumento de 2%.

O volume antecipado da adquirente registrou R$ 32 bilhões, crescimento de 9% na comparação com o 2T22. Somente a receita ARV (aquisição de recebíveis), apresentou incremento pelo oitavo trimestre consecutivo. Dessa vez, foi um aumento de 64% ano contra ano.

Bassols comentou também que as vendas com Pix nas máquinas de POS seguem avançando, assim como as “alternativas de pagamento”. O executivo não comentou sobre WhatsApp Pay por motivos contratuais.