O número de reservas online em restaurantes realizadas na plataforma da Tagme cresceu 10 vezes nos últimos cinco anos. Se, em fevereiro de 2020, com a pandemia batendo às portas, 50 mil reservas mensais foram registradas na ferramenta, em março deste ano, o número alcançou 500 mil por mês, impactando 5 milhões de pessoas, já que, normalmente, uma reserva envolve mais de uma pessoa.

“É uma mudança muito grande. O brasileiro é conhecido por não se programar, por não fazer reserva, mas isso mudou drasticamente nos últimos anos”, conta Felipe Dias, CPO da Tagme, em conversa recente com Mobile Time. “Se a pandemia serviu para algo foi para acelerar a jornada de digitalização dos restaurantes. É um caminho sem volta”, continua. O executivo cita os três serviços oferecidos pela empresa, todos com crescimento exponencial: menu digital, que não só permite ao cliente ver no celular, in loco, como também no Google, para conhecer antes o cardápio; reservas online; e fila de espera remota, que ajuda a não aglomerar nas portas dos estabelecimentos.

Soluções digitais que impactam no salão

Tagme

Felipe Dias é CPO da Tagme. Crédito: divulgação

As soluções da Tagme acabam por contribuir para uma melhor gestão do salão, já que existe previsão de demanda, além de impulsionar os programas gastronômicos – benefícios oferecidos por bancos, cartões e companhias aéreas a seus clientes – por ter definição de horários para as filas de espera e estimativa de quantas pessoas aparecerão no restaurante naquele dia.

O executivo explica que, atualmente, a Tagme atende os principais bancos e seus programas de fidelidade ligados a gastronomia. “Nós gerimos o programa e, por isso, levamos tráfego qualificado para esses restaurantes. O cliente faz a reserva a partir do próprio app e consegue um benefício por ser portador de um determinado cartão. É uma demanda nova para os estabelecimentos e isso só é possível graças à digitalização”, explica.

“Percebemos essa mudança de comportamento por parte dos clientes e dos restaurantes. A digitalização ajuda no planejamento antecipado, tem previsão de demanda. Impulsiona os programas gastronômicos, com antecipação de demanda, facilita a gestão de previsão dos horários”, comenta.

Mercado da Tagme

Apesar de a Tagme ter nascido para oferecer carta digital de vinhos para os estabelecimentos, a empresa expandiu sua atuação não somente para os restaurantes do “topo da pirâmide”, como também para os mais casuais, redes espalhadas por diferentes cidades, e também bares, cafeterias e padarias.

Para a fila, é possível receber uma mensagem de que está chegando a sua vez por SMS, WhatsApp e e-mail. O SMS costuma ser o preferido dos restaurantes pelo baixo custo. E o e-mail é usado quando o cliente entra remotamente.

A jornada digital permite que os restaurantes conheçam melhor seus clientes. Ao acessar o menu digital, o tempo que a pessoa fica em determinados pratos e aqueles escolhidos quando está no salão revelam suas preferências. E, para melhorar essa informação, a Tagme vai inserir curtidas nos pratos dos cardápios.

“Temos uma oportunidade de conhecer o cliente cada vez melhor e prover esses dados ao restaurante. Na Tagme, os dados são do restaurante e ele pode ter uma visão de quem frequenta a fila, consegue mapear os usuários que mais visitam o estabelecimento ou que fizeram mais reservas. É uma forma de segmentar os clientes e nada disso aconteceria sem a digitalização”, explica Dias. “Estamos criando soluções cada vez mais nesse sentido, para levar informações relevantes na jornada do cliente”, resume.

“Se o cliente acessa com frequência o prato X ou se pede pratos veganos, então, supomos que o cliente é vegano. E, com isso, posso ter soluções mais assertivas nas sugestões para aquela pessoa. Estamos chegando a um nível de refinamento em que as preferências dos usuários serão dados mais dinâmicos e disponíveis para o restaurante. Com isso, o lugar pode atender de maneira mais personalizada e poderá oferecer descontos atraentes”, acrescenta.

A solução de “favoritar” ou curtir um item do cardápio será lançada em breve. Isso permite que o restaurante entenda quais são os pratos mais populares, mas também os gostos pessoais da clientela, ajudando a traçar um perfil de cada pessoa.

Atualmente, a navegação no menu digital tem um rastreio que identifica preferências do cliente. “A navegação é mapeável”, diz.

Outros números da Tagme

Em agosto, a Tagme estava com 4 mil estabelecimentos e, agora, no início de dezembro, alcançou 4,5 mil. A empresa está presente em quase todas as regiões, exceto Acre e Roraima. O crescimento é constante e isso deverá continuar, estima o CPO. “Queremos crescer de 2 a 3 mil estabelecimentos por ano”, projeta. Dias explica que a plataforma está pronta para isso. O volume de pessoas que acessam seus serviços é grande: 5 milhões por mês nas reservas e mais de 20 milhões de visualizações mensais do cardápio. “Não podemos falhar e, por isso, fazemos investimentos em infraestrutura constantemente para dar suporte ao crescimento da empresa”, conta.

 

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