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A necessidade do distanciamento social e das pessoas ficarem mais em suas casas durante a pandemia do novo coronavírus deu margem para o desenvolvimento do mercado de smart home no Brasil. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, 4, por Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa e consultoria da IDC em dispositivos de consumo e comerciais, durante live com a imprensa especializada nesta quinta-feira, 4.

Com base em dados internacionais e locais da empresa de pesquisa, Sakis afirmou que o crescimento do mercado de dispositivos de IoT doméstico brasileiro será superior à estimativa global: 12% no mundo contra 30% no Brasil nos próximos anos – excluindo as Smart TVs.

Especificamente em 2021, o gerente da IDC prevê que o mercado de automação doméstica ultrapasse os US$ 291 milhões, aumento de 21% em comparação com o ano anterior. As categorias que mais devem crescer são: câmeras de monitoramento e segurança (32%); sensores elétricos (32%); alto-falantes inteligentes (25%); e termostatos (28%).

“É um mercado que chama a atenção. E são dispositivos que surgem para auxiliar as nossas vidas de diversas formas. Esse crescimento é puxado por câmeras, lâmpadas, sensores e smart speakers”, afirma o executivo. “Tem fornecedores nacionais, multinacionais, empresas com décadas e novatas. Mas o importante é que tem espaço para todo o mundo”, completa.

Dispositivos

Além dos equipamentos de smart home, Sakis estima uma retomada na venda de tablets e notebooks, em especial no segmento corporativo. US$ 4 bilhões serão em comércio de notebooks, sendo que US$ 1,6 bilhão (40%) desse montante será do corporativo. Em tablets são US$ 103 milhões no B2B e US$ 700 milhões do todo.

Ou seja, juntos, notebooks e tablets representarão um mercado de US$ 4,7 bilhões em 2021, incremento de 21% ante o ano anterior, além de corresponder a 7,3% de todo investimento de TI no País.

O executivo da IDC explica que a melhoria nas configurações de notebooks 2 em 1 e em tablets para o segmento corporativo puxam essa alta. Além disso, a inclusão de novas tecnologias de conectividade em notebooks (5G e Wi-Fi 6), ainda que em nicho, também agregam valor aos dispositivos.