A solução financeira digital Revolut (Android, iOS) considera adicionar em sua plataforma financeira aplicativos nacionais para oferecer mais serviços a seus usuários no país. Em conversa exclusiva com Mobile Time durante o lançamento do cartão com plano Metal, Glauber Mota, CEO da empresa no país, deu como exemplo aquilo que foi feito tempos atrás com o Duolingo. O app de aprendizagem entrou na plataforma do banco digital no Brasil e depois foi para outros países onde a Revolut atua “por ser algo que o brasileiro gosta”.

Sua operação brasileira está atuante desde 2023 com licença de sociedade de crédito direto junto ao Banco Central (SCD) e com uma equipe de 220 pessoas. A sua oferta local possui conta digital global em reais e multimoedas, cartão de débito da bandeira Visa, serviços financeiros e tem entre seus benefícios as assinaturas em apps como: Financial Times, NordVPN e WeWork.

Essas assinaturas em apps estão disponíveis a partir do plano Premium que custa R$ 20 ao mês em um contrato anual. As outras assinaturas são: Standard, de graça e Plus, R$ 10 por mês, essas duas sem apps; e o Metal por R$ 80 mensais com os aplicativos adicionais.

Fundada em 2015, no Reino Unido, a companhia atua como uma solução financeira global com serviços financeiros, benefícios e programas de recompensa para 70 milhões de usuários distribuídos em 40 países.

Perfil da Revolut

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Apps oferecidos pela Revolut (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

Sem revelar os dados operacionais, Mota explicou que a operação da Revolut no Brasil começou com muito foco no público de alta e média renda, que viajava para o exterior e procurava vantagens de câmbio ou que precisava fazer transferências internacionais. Mas no último ano, o perfil de clientes diversificou com a adição de ferramentas locais, vide Pix e boletos.

Com isso, a base de clientes da empresa de finanças se divide em um terço que transaciona apenas para o exterior, um terço para o mercado local e um terço para ambos. O CEO também explicou que o Pix é o meio de pagamento mais usado para transações diretas na plataforma atualmente.

Vale dizer, a empresa testou inicialmente a oferta de cartões básicos (apenas com débito) e os benefícios. Mas agora quer avaliar o crescimento dos cartões com a entrada do crédito em combinação com os benefícios e anuidade isenta (sob certas condições de uso).

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Cartões da Revolut (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

Novidades

Em evento realizado na última quarta-feira, 4, a Revolut apresentou suas novidades para o mercado nacional, em especial o começo da oferta de cartão de crédito para todos os planos de assinaturas, inclusive para a nova categoria, Ultra, que está começando com fila de espera.

Mota reforçou que a adesão ao crédito é opcional e não possui regra de corte para ter seus benefícios. A ideia da empresa é oferecer um serviço de luxo financeiro, porém acessível. Ou seja, o correntista não precisa ter patrimônio gigantesco ou comprovar renda muito alta para obter um cartão.

Para isso, o consumidor precisa escolher a assinatura (standard, plus, premium, metal e ultra). A aprovação e limite de crédito são feitos separadamente, de modo que isso não será barreira ou filtro para o usuário ter acesso aos benefícios da tarjeta.

Outras novidades apresentadas pela Revolut para o Brasil são:

  • IOF e spread zero no câmbio de real para outras moedas, com limites de transferência por plano;
  • Investimento em ações e ETF nos Estados Unidos;
  • Caixinhas de CDI em 120% com liquidez diária;
  • Criação do RevPoints, um programa de pontos no cartão de débito com conversão de R$ 1 para 1 ponto para ser usado em mais de dez companhias internacionais, e, em breve com Latam e Gol (Smiles).

Completa o rol de novidades o patrocínio master para a escuderia de Fórmula 1 Audi (antiga Sauber) que tem o piloto brasileiro Gabriel Bortoletto, que passa a ser o embaixador da marca no Brasil. Nesta relação, o Revolut também está lançando um cartão de titânio em celebração à parceria com a equipe de F1.

Imagem principal: Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

 

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