A Clover, marca de solução de pagamentos da Fiserv, inaugurou uma unidade fabril em Betim/MG, a primeira fora da Ásia, onde mantém outras três unidades. Com a nova operação no Brasil, a empresa pretende dobrar sua base de terminais de pagamento em funcionamento no país, passando dos atuais 100 mil para 200 mil até o final de 2026. No último ano, só as máquinas da Clover foram responsáveis por aproximadamente 50 milhões de transações no país. Para o vice-presidente de operações da Fiserv, Luiz Tamashiro, diante dessas métricas, “a fábrica é um passo natural”.
A escolha de Betim faz parte de uma estratégia logística da empresa, mas também por entender que o Brasil tem grande potencial de crescimento. A empresa considera que a unidade também reduzirá o lead time para o varejo, além de reduzir os custos em pelo menos 30%, já que não dependerá mais de itens importados. Além do mercado nacional, Ásia e Estados Unidos são também grandes destaques.
“Ela permitirá que sejamos mais ágeis, competitivos e presentes na economia local”, apontou o executivo na inauguração da planta, realizada nesta quarta-feira, 6.
Entre números e possibilidades
Na nova fábrica, os equipamentos são produzidos pela Jabil, especializada na fabricação de itens de tecnologia, sendo todos eles da linha Flex, que teve maior aderência no mercado nacional. Inicialmente, a fábrica opera com 450 funcionários, produzindo 175 placas por hora, que pode ser escalável e ser três vezes maior.
O projeto da Fiserv faz parte de um montante de US$ 100 milhões, previsto para ser investido ao longo de 2025 e 2027 no Brasil, somente na Clover. A iniciativa engloba não apenas soluções de hardware, mas também de software.
Parcerias e franquias
Atualmente, a empresa adere a um formato híbrido para conquistar clientes por meio de parcerias com instituições bancárias e bancos, como a Caixa, e por adquirência própria. A Clover também vem apostando em franquias, uma iniciativa ainda em seus primeiros passos, com a empresa tendo cautela para entender como será a recepção do mercado.
Na maior parte, o público atendido pela companhia é de micro e pequenos empreendedores, segundo o vice-presidente sênior e general manager da Fiserv Brasil, Ricardo Daguani.
“Acredito que o fato da Clover oferecer aplicativos de gestão para o estabelecimento, como de estoques e pessoas, ela acaba tendo uma maior penetração nesse público, especialmente nos setores de alimentação e de vestuário”, disse, apontando as ferramentas como um dos diferenciais da Clover.
Foto: Ricardo Daguani, vice-presidente sênior e general manager da Fiserv Brasil. Fiserv/divulgação


