[Matéria atualizada em 8/4/26, às 21h56, para inserir fala de Cesário Martins] De acordo com estudo encomendado pela Zoop, uma empresa do iFood, 80% das pessoas fazem compras com o celular em lojas físicas se somados os meios de pagamento disponíveis (Pix, TED, cartões virtuais ou embarcados no dispositivo móvel e pagamentos diretos em apps). É o que afirma a pesquisa “Meios de Pagamento no Brasil, onde estamos e para onde vamos”, realizada na plataforma da PiniOn, com a realização da Futuros Possíveis. Quando a varejista oferece desconto, o percentual sobe para 90% e nas compras por aproximação, o celular alcança 95% do uso e os relógios inteligentes chegam a 5%.

As compras em lojas físicas são realizadas em sua maioria por Pix (52%), mas os meios de pagamento tradicionais disputam o consumidor de forma equilibrada. O cartão de crédito (físico), por exemplo, alcança 24% dos clientes, enquanto o débito físico é usado por 22% e o dinheiro, por 19%. A carteira digital por aproximação representa 8% e o cartão embarcado no celular, 5%.

Ao fazer um recorte por renda, as classes DE usam mais dinheiro (25%) e as AB, cartão de crédito físico (34%), enquanto a tarjeta registra somente 14% nas classes mais baixas. De acordo com a Zoop, o meio escolhido não reflete somente a preferência, mas o cardápio disponível para cada classe.

Entre os mais jovens (18-34 anos), a preferência de pagamento nas lojas físicas é o Pix (55%), uma diferença de 5 p.p. para os respondentes com mais de 35 anos (50%).

“O Pix já está consolidado e, de fato, democratizou o acesso aos serviços financeiros. No entanto, ele tem um ‘calcanhar de Aquiles’: o crédito. Quando o consumidor deseja parcelar uma compra, muitas vezes ainda precisa recorrer ao cartão de crédito. É exatamente nesse ponto que o Tap to Pay ganha relevância. Ele permite utilizar o limite do cartão de crédito para parcelar compras, usando apenas o celular como meio de pagamento. À medida que o Tap to Pay avança, especialmente entre as classes que dependem mais de crédito para consumir, o acesso tende a se ampliar ainda mais, reforçando a inclusão financeira. Nesses casos, o Tap to Pay se torna mais vantajoso que o Pix. Além disso, no modelo de parcelamento, o custo financeiro (juros) é assumido pelo recebedor”, avalia Cesario Martins, CEO da Zoop em troca de mensagens com este noticiário.

Uso do celular com Tap to Pay (ou tap on phone)

A pesquisa também investiga a percepção da experiência de compra tendo o celular do vendedor como um terminal de pagamento, o chamado Tap to Pay (ou tap on phone), tanto na perspectiva do vendedor como do consumidor.

No geral, 61% concordam (total ou parcialmente) com a afirmação de que é seguro fazer pagamentos pelo celular do vendedor.

Já 62% usariam este método de pagamento novamente. E 60% acham que este meio é mais fácil e melhor se comparado com uma máquina POS.

Com relação ao cliente, 40% dos respondentes já realizaram algum pagamento usando o celular do vendedor como terminal.

Para os mais jovens (de 18 a 34 anos) a experiência é mais comum (46%) se comparado com os mais velhos (37%). Ao fazer o recorte por classe, AB usam mais (46%) do que as classes C (39%) e DE (35%).

Entre os respondentes, 27% usaram o próprio celular como máquina POS para receber algum pagamento. Aqueles que se declararam homens (31%) usam mais do que as mulheres (24%) e os mais jovens (35%) também são mais adeptos à solução, contra 23% entre os respondentes acima de 35 anos.

A Zoop aposta no crescimento tanto no uso do Tap to Pay tanto para o vendedor quanto para o cliente.

“O uso do Tap to Pay, na perspectiva do pagador, já é amplamente difundido: mais de 80% das pessoas utilizam o celular para realizar pagamentos com cartão. Isso se deve principalmente à tecnologia NFC, que se popularizou nos últimos anos. Já na visão de quem recebe o pagamento, é aí que está a verdadeira novidade, e o aspecto mais disruptivo. A possibilidade de transformar o celular em uma “maquininha” de cartão permite que pequenos e médios negócios, mesmo sem um terminal físico, passem a aceitar pagamentos e oferecer parcelamento. O principal gargalo, até pouco tempo atrás, era a preparação dos dispositivos para receber pagamentos. Essa barreira começou a ser superada há cerca de dois a três anos. Agora, o desafio é muito mais de educação e adoção do mercado”, explica Martins.

Metodologia

O estudo foi realizado na plataforma online PiniOn, a pedido da Zoop, entre os dias 20 e 21 de fevereiro e ouviu 1.745 pessoas bancarizadas e com acesso à internet, de todas as classes sociais, idades e regiões do país. A margem de erro é de 2,38%.

 

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