Infraestrutura

Ilustração: Cecília Marins/Mobile Time

O desligamento de torres e antenas que a TIM recebeu no processo de compra da Oi Móvel deve terminar apenas em 2024. Durante apresentação do relatório financeiro para jornalistas e analistas financeiros nesta terça-feira, 8, Alberto Griselli, CEO da TIM, confirmou que espera descomissionar 4,7 mil dos 7 mil sites recebidos.

Até o final de 2022, 400 torres serão desligadas e mais 3 mil em 2023. As outras 1,4 mil unidades serão descomissionadas em 2024.

Griselli explicou ainda que a entrada das torres trouxe impacto ao lucro líquido da companhia e afeta a geração de caixa. Nomeado como ‘lease’ (na tradução livre do inglês para o português, ‘aluguel’), a chegada das torres trouxe um custo de R$ 261 milhões à companhia no terceiro trimestre de 2022, além de R$ 56 milhões com a frequência.

Entenda

TIM Leases

Leases da TIM, a entrada das torres e das frequências é somada neste índice (reprodução: RI TIM)

O termo lease é usado pelo fato de as torres serem alugadas junto às torreiras. Ou seja, os contratos de aluguéis foram herdados da Oi e entram como um gasto adicional ao caixa da TIM e não são caracterizados como Capex. Porém, essas torres alugadas portam as antenas que eram de propriedade da Oi e agora passam a fazer parte da rede da TIM: “Se recebemos as 7 mil torres, isso não aparece em Capex, mas em after lease, pois é um custo industrial. Queremos aumentar a rentabilidade da companhia eliminando um custo não produtivo. Isso aumentará a nossa geração de caixa, pois estamos tirando a linha de custo do after leasing”, disse o CEO.

Griselli explicou que o problema das torres “é menos obsolescência” e mais “o que fazer com esses ativos”. Relatou que basicamente estão “comprando frequência e equipamentos que ficam em torres”. “A frequência fica conosco. As torres nós não necessitamos de todas elas. Elas não são obsoletas, mas geralmente tem uma torre da TIM ao lado”, complementou.

Migração

De acordo com Leonardo Capdeville, CTIO da TIM, o plano da companhia é: cancelar o contrato com as torreiras em regiões onde o espólio de rede da Oi está próximo das antenas da TIM; vender parte dos equipamentos que não necessitará mais; e trocar antenas 2G para 4G em alguns sites. Capdeville explicou que com o acréscimo de 260 cidades na base da TIM com antenas da Oi, a empresa deve migrar mais de 1 mil antenas do 2G para o 4G. Em equipamentos, o CTIO explicou que recebeu “um interessado” e que estão em “tratativas”.