|Mobile Time Latnoamérica| O governo do Chile lançou a campanha “Celular roubado, celular bloqueado”, uma iniciativa focada em promover o bloqueio de celulares roubados por meio da inutilização do IMEI e do cartão SIM após um roubo ou furto.

O objetivo é reduzir o mercado ilegal de dispositivos e proteger a identidade digital das pessoas, cujos telefones concentram cada vez mais informações pessoais, financeiras e credenciais de acesso a serviços digitais.

A campanha é liderada pela Subsecretaria de Prevenção do Delito e pela Subsecretaria de Telecomunicações (Subtel), em coordenação com as operadoras reunidas na ChileTelcos, as forças policiais e fabricantes de dispositivos Android, como Google, Samsung e Xiaomi.

De acordo com dados da Polícia de Investigações (PDI), cerca de 500 mil celulares são roubados por ano no Chile, o equivalente a 62,6% de todos os objetos furtados em espaços públicos. No entanto, dados da Subtel mostram que apenas metade desses aparelhos é bloqueada por seus proprietários, o que facilita sua comercialização no mercado informal.

As autoridades alertaram que o roubo de um celular já não representa apenas a perda do aparelho. Os telefones armazenam informações bancárias, documentos, fotografias, senhas e funcionam como método de autenticação para diversos serviços. Assim, manter ativa uma linha telefônica ou um aparelho roubado pode facilitar fraudes como a tomada de controle de contas (ATO – Account Takeover), ataques de phishing ou o SIM swapping, por meio do qual criminosos assumem o controle do número de telefone da vítima para acessar suas contas.

Como parte da campanha, o governo recomenda quatro medidas após o roubo de um dispositivo: conhecer previamente o código IMEI, entrar imediatamente em contato com a operadora móvel, solicitar o bloqueio tanto do IMEI quanto do cartão SIM e registrar a ocorrência junto às autoridades.

A Subtel explicou que o bloqueio do IMEI torna o aparelho inutilizável para operar em redes móveis, enquanto o bloqueio do SIM impede que terceiros utilizem o número telefônico da vítima para receber códigos de verificação ou se passar por ela.

De acordo com o órgão, os usuários não precisam apresentar um boletim de ocorrência para solicitar o bloqueio do aparelho e do cartão SIM, já que o procedimento pode ser realizado diretamente junto à operadora, desde que comprovem sua identidade.

Romina Garrido, subsecretária de Telecomunicações, afirmou que as operadoras são obrigadas a manter canais gratuitos de atendimento disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, para processar essas solicitações de forma imediata.

Android incorpora recursos para proteger o dispositivo

Como complemento à campanha, Google, Samsung e Xiaomi apresentaram recursos de segurança disponíveis em celulares com sistema operacional Android para proteger as informações armazenadas em caso de roubo.

Entre eles estão o bloqueio remoto do aparelho pela internet utilizando o número de telefone, a possibilidade de fazer o dispositivo tocar para facilitar sua localização e uma função que bloqueia automaticamente a tela quando detecta que o telefone foi deliberadamente desconectado da rede, por exemplo, ao ser colocado em modo avião, com o objetivo de impedir o acesso ao seu conteúdo.

A Subtel informou que esses recursos podem ser ativados na seção de segurança de cada dispositivo, dependendo do fabricante, enquanto os aparelhos compatíveis com o Android 17 já os trazem habilitados por padrão.

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA