A TIM registrou ao final de 2025 o seu primeiro R$ 1 bilhão de receita contratada em conectividade e serviços para o B2B. De acordo com resultado financeiro divulgado pela companhia na noite desta terça-feira, 10, 38% desse montante vem do setor de logística; 37%, do agronegócio; e 20%, de utilities.

Ao término do último ano, a TIM possuía:

  • 26,2 milhões de hectares cobertos com 4G, alta de 33% contra 20 milhões em 2024;
  • 10,2 mil quilômetros de estradas cobertas, alta de 83% ante 5,5 milhões um ano antes;
  • 569 mil veículos conectados à internet;
  • 472 mil spots de luz inteligentes vendidos, incremento de 39% se comparado a 340 mil de 2024.

Embora exista desde 2018, a divisão B2B só começou a ganhar tração a partir de 2022.

Vale registrar que a companhia mira o avanço do Network as a Service (NaaS) no B2B em 2026, além de buscar uma reestruturação do modelo operacional para obter escalabilidade e acelerar as receitas provenientes de iniciativas de monetização de dados.

Das novas avenidas da operadora, a TIM confirmou que a parceria com o Cartão de TODOS conta com 280 mil assinaturas acumuladas. E o TIM ADS firmou três grandes contratos no fim de 2025.

Operacional da TIM

A TIM terminou 2025 com 61,9 milhões de clientes no móvel, uma variação negativa de 0,1% contra 62 milhões de 2024. O pós-pago (excluindo as linhas M2M) representou 27 milhões, alta de 6% contra 24 milhões de um ano antes. Por sua vez, o pré-pago caiu 8,3%, de 31,8 milhões para 29 milhões.

Na avaliação da operadora, o pós-pago colabora para impulsionar as receitas. Ao mesmo tempo, a queda de receita do pré-pago que atingiu o mercado nos últimos trimestres começa a se estabilizar com sinais de melhoras nas recargas dos usuários.

Com isso, a receita média por usuário (ARPU) móvel cresceu 4,5%, de R$ 31,4 para R$ 32,8, sendo que no pós-pago, sem M2M, houve subida de 4%, de R$ 52,7 para R$ 55. No pré-pago, o ARPU caiu 2,7%, de R$ 14,8 para R$ 14,4. E o churn mensal caiu de 3% para 2,9% no final de 2025.

Financeiro

Em 2025, a TIM teve receita líquida de R$ 26,6 bilhões, uma alta de 4,5% contra R$ 25,5 bilhões de um ano antes. O móvel respondeu por quase a totalidade do resultado, com R$ 24,5 bilhões, um incremento de 5% contra R$ 23 bilhões de 2024.

Importante dizer, a operadora apresentou resultados normalizados por custos em:

  • Consultoria jurídica com a compra da V8.Tech, R$ 26 milhões;
  • Encerramento da disputa com o C6, R$ 21 milhões;
  • Ajuste no contrato de venda da I-Systems, R$ 10 milhões;
  • Efeitos não recorrentes no imposto de renda e contribuição social, R$ 19,3 milhões.

Com isso, o lucro líquido normalizado da TIM foi de R$ 4,3 bilhões de 2025, um aumento de 37,4% contra R$ 3,1 bilhões do ano anterior. O lucro antes dos juros, impostos e depreciação (EBITDA) teve um incremento de 7,5%, de R$ 12,5 bilhões para R$ 13,5 bilhões.

Vale dizer, o Capex da companhia caiu 0,2%, de R$ 4,55 bilhões para R$ 4,54 bilhões, em um reflexo direto de menos esforços na alocação de recursos para a infraestrutura de rede. Já o custo operacional (Opex) subiu 1,8%, de R$ 12,8 bilhões para R$ 13 bilhões, em um esforço para crescer abaixo da inflação, que terminou 2025 com 4,26%.

 

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