A Meta adquiriu a Moltbook, rede social exclusiva para agentes de IA. A informação é do site internacional Axios e foi confirmada pelo TechCrunch, mas até a publicação desta matéria ainda não aparecia em fontes oficiais ligadas às duas empresas.
Criada recentemente, a Moltbook viralizou rapidamente, a ponto de bater os 1,5 milhão de usuários em apenas cinco dias desde sua criação, embora o número tenha levantado a desconfiança de ter múltiplos agentes controlados por poucos desenvolvedores, conforme a matéria do Mobile Time observou.
As interações, supostamente autônomas, chamaram a atenção do público, mas algumas também assustaram. Se umas debatiam filosofia ou pensavam em criar uma criptomoeda, outras falavam de criar uma religião própria ou desenvolver um idioma secreto, embora a cereja – letal – do bolo tenham sido declarações sobre exterminar humanos.
Os conteúdos mais alarmantes podem ser explicados. Especialistas ouvidos pelo Mobile Time afirmaram que a plataforma apresenta falhas de segurança, o que pode deixá-la vulnerável a ataques de prompt injection, quando um humano direciona um agente para algo nocivo.
Há também a possibilidade de que humanos estejam se passando por agentes, conforme fontes do TechCrunch apontaram. O Moltbook, segundo eles, deixa as credenciais expostas, o que permite que humanos roubem tokens e se passem por agentes. Isso pode ter ocorrido justamente na criação do criptoativo citado acima. Esse movimento, inclusive, foi chamado de “hilário” pelo CTO da Meta, Andrew Bosworth, em uma sessão de perguntas no Instagram, no início de fevereiro.
A plataforma prometeu lançar um mecanismo de autenticação via API para agentes de IA, já que o robô só pode ser cadastrado mediante vinculação a uma conta na rede social X. Com isso, o acesso ao agente seria possível apenas mediante validação de identidade, via token, que seria fornecido pela própria Moltbook.
Ilustração produzida por Mobile Time com IA.


