O grande desafio do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) é o processamento e o armazenamento de dados, disse a Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, durante sua participação no programa Bom dia, Ministra, do CanalGov, da EBC. Para isso, o governo federal vai lançar editais ou encomendas, ainda a definir, para o uso de computador de alto desempenho para o treinamento de IA ainda neste primeiro semestre.

“Vamos nos colocar entre as dez maiores capacidades de computadores de alto desempenho do mundo e que podem treinar a inteligência artificial”, garantiu Santos.

A ministra lembrou que 60% dos dados dos brasileiros estão armazenados fora do país. “De um lado, temos o Redata, que estimula os investimentos em computadores de alto desempenho, e, de outro, temos o esforço para fazer a nuvem soberana. Soberania nacional é sinônimo de domínio tecnológico e temos que garantir investimentos nas áreas de TI e Engenharia de maneira geral”, afirmou.

Satélites

Ao comentar sobre Elon Musk e sua Starlink, Santos também anunciou que o ministério vai “abrir para diversificar as telecomunicações” para que outras empresas de satélite de baixa órbita ofereçam seus serviços no Brasil.

“Vamos abrir para diversificar as telecomunicações. Vamos abrir para os satélites da China e de outras economias. Mas também precisamos fazer os nossos. Temos um satélite de telecomunicações, que é dual, militar e civil. Mas existe um plano de a gente fazer um satélite de comunicação assim como existe um plano de a gente fazer o nosso GPS. Não podemos depender somente do GPS norte-americano. Temos que fazer o nosso e estamos com esses planos estratégicos em curso. Será o PNT (Posição Navegação em Tempo) que é exatamente o que o GPS faz”, disse.

Investimentos do Governo

Ainda no programa Bom Dia, Ministra, Santos disse que o governo Lula investiu R$ 49,3 bilhões entre 2023 e 2025 em ciência e tecnologia, enquanto que, entre 2019 e 2022, o governo Bolsonaro aplicou R$ 26,3 bilhões no setor.

“Dobramos os investimentos em ciência e tecnologia em três anos em relação a quatro anos do governo anterior. Isso traz velocidade, ânimo, tanto para a indústria de base tecnológica quanto para o ambiente acadêmico”, disse.

Santos reforçou ainda a importância da decisão do governo de retomar o CEITEC, empresa pública federal brasileira de semicondutores, vinculada ao MCTI e localizada em Porto Alegre, e que foi fechada no governo anterior.

“É uma indústria de semicondutores, uma indústria de ponta, que fazia chip de rastreamento de animais e também para o setor automotivo. Hoje, além dessa expertise, vamos mudar a rota tecnológica. Essas empresas vão entrar na transição energética no setor automotivo”, descreveu.

“Precisamos desenvolver indústrias de microeletrônica e de semicondutores. Tudo isso depende de um sistema nacional de ciência e tecnologia forte, como o que o Brasil construiu ao longo das últimas décadas”, disse a ministra.

Imagem principal: Ministra Luciana Santos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação durante o programa Bom dia, Ministra. Crédito: reprodução de vídeo

 

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