A rede social Invight (Android, iOS) atingiu 100 mil usuários e 300 criadores de conteúdo em menos de um ano, além de uma série de corretoras e portais de análise de mercado. Apoiada pelo BTG Pactual e com um formato de storytelling (similar a TikTok e Instagram), a plataforma é voltada para pessoas interessadas em trocar informações sobre investimentos de uma forma geral e projeta para 2024 a retenção desses usuários. “Nossa meta é criar essa comunidade (entre investidores, criadores de conteúdo e corretoras) e fazer com que as pessoas entrem no app. O ano que vem servirá para estimular que as pessoas transacionem dentro da plataforma, de modo a gerar mais receita e mais fluxo de dinheiro”, disse Pedro Cespi, head da Invight.

Criada com um modelo de negócios baseado na aquisição e no relacionamento de clientes para corretoras plugadas em sua plataforma, a rede social é gratuita e não precisa de login. Basta baixar o app e o usuário pode assistir a vídeos. Porém, quem deseja seguir um perfil deverá plugar com sua conta de corretora ou investir com uma corretora via Invight. Para isso, é necessário criar um perfil com e-mail e telefone ou contas de redes sociais (Google, Apple, Facebook).

Agnóstico, o Invight tem BTG, Empiricus, Necton e Mynt como corretoras para o cliente realizar seus investimentos. Mais recentemente, o Mercado Bitcoin entrou na plataforma com sua oferta de criptoativos. Ainda assim, a plataforma traz dicas de investimentos de fundos de renda variável e fixa de outras companhias, como XP Investimentos e Órama, plataforma adquirida recentemente pelo BTG.

Por sua vez, o segmento de criadores de conteúdo é dividido em duas partes. Há o influenciador digital, que pode falar sobre o mercado, mas não pode dar dicas de investimento. Esse tem um cadastro mais simples. E o outro conteudista é o analista de investimento, um profissional que pode dar dicas de investimento desde que tenha certificação pela APIMEC e passe por um cadastro mais longo.

Segundo Cespi, a variedade de informações tem como objetivo democratizar o acesso da população ao investimento, uma vez que o vídeo é uma forma “acessível, divertida e atrativa” para o consumidor compreender este meio: “Apenas a B3 tem mais de 1 mil ativos listados. Mas o conteúdo é muito técnico, o investidor ‘comum’ não está acostumado e não tem paciência para isso”, disse o executivo, ao explicar sobre o motivo de criar a rede social.

Futuro

Pedro Cespi, head do Invight (crédito: Iara Morsalli)

Sobre levar a plataforma para um caminho de open investment, Cespi explicou que está no radar, pois querem ser “uma plataforma de conexão e integração” de investimentos. Mas, o fato de o open finance estar em etapas voltadas ao desenvolvimento em bancos e seguradoras, a rede social segue com foco no relacionamento com as corretoras.

E em relação a adicionar publicidade na plataforma, o head do projeto enxerga “como forma de gerar receita no futuro”, mas não no atual momento. “Queremos gerar valor para o usuário. Vemos que a propaganda gera muito atrito”, disse.

Imagem principal: Telas da plataforma Invight (reprodução: Invight)