A Bemobi aposta em uma nova frente: prover solução de pagamento como serviço (PaaS) para ecossistemas de negócios, aproveitando a experiência da Paytime, empresa adquirida recentemente e que cresceu atendendo a microempreendedores. A ideia é combinar o expertise da Paytime com a oferta de soluções de pagamento presencial em máquinas de POS com os sistemas de pagamento digital da Bemobi.
Em conversa com Mobile Time, Pedro Ripper, fundador e CEO da Bemobi, lista quatro tipos de ecossistemas que estão na mira dessa sua nova estratégia: 1) redes de franquias; 2) grandes fabricantes ou distribuidores que vendam para uma rede cativa de varejo, como distribuidor de combustível com postos bandeirados; 3) empresas de software verticalizado, como sistemas de automação de academia, por exemplo, que possam embarcar pagamento; 4) marketplaces.
A ideia é que o franqueador, o grande fabricante/distribuidor, a empresa de software verticalizado ou o marketplace ofereçam aos seus parceiros uma solução de pagamentos, aproveitando sua proximidade e o conhecimento que têm do próprio negócio. Trata-se de uma oferta PaaS no modelo B2B2B.
“Faz sentido o franqueador oferecer uma solução de pagamento para o próprio franqueado. Há muito valor para ser destravado. Você o fideliza. Você pode fazer split de royalty para o franqueador automaticamente. Pode integrar uma solução de crédito. São vários benefícios”, argumenta Ripper.
Na prática, a Bemobi está adaptando para o mercado enterprise a solução que a Paytime criou originalmente para microempreendedores e pequenas empresas. Para a Bemobi, isso representa uma expansão do seu negócio, até então focado muito em empresas de serviços essenciais e recorrentes – telecom, utilities, educação e Internet.
PaaS com nova unidade de marketplaces e ecossistemas
Para comandar essa nova frente, o CEO da Paytime, Leonardo Moreira Gomes, foi nomeado vice-presidente da unidade de marketplaces e ecossistemas da Bemobi. As vendas para esse mercado serão feitas com a marca da Bemobi, enquanto a Paytime continuará atuando com sua marca própria junto ao segmento de pequenas empresas.
A expectativa é de que os primeiros contratos sejam firmados ainda este ano, com ecossistemas de menor porte. Com aqueles maiores, as negociações naturalmente devem demorar um pouco mais. “São ciclos de venda longos, com venda consultiva, quase um casamento”, compara Ripper.


