A Cielo está usando inteligência artificial agêntica para combater fraudes. De acordo com Eduardo Migotto, superintendente de produtos e tecnologia da adquirente, o uso da tecnologia ajudou a evitar R$ 2,8 bilhões em fraudes com 99,4% de precisão na detecção em 2025.
Durante o MobiSec, evento de cibersegurança organizado por Mobile Time nesta quarta-feira, 13, o executivo explicou que a utilização da IA com agentes acontece porque os ataques estão mais sofisticados e escaláveis. Isso demanda um trabalho mais apurado que só a tecnologia pode ajudar.
“Não seria possível fazer isso só com o time de segurança. Precisaria de um batalhão”, disse Migotto, ao explicar que a quantidade de análises antes era desumana. “O humano só entra onde a decisão é necessária”, completou, ao relatar que os agentes fazem a maior parte do trabalho.
Para efeito de comparação, a Cielo tem 7,5 milhões de terminais ativos de pagamento, processa grande parte da receita de R$ 235,5 bilhões do e-commerce nacional e possui 10 milhões de sessões em seus canais digitais por mês – app, portal B2B e APIs do Open Finance.
Também afirmou que antes os trabalhos das áreas de segurança eram em silos, ou seja, as áreas de negócios, pagamentos e segurança não se comunicavam. Para resolver esse problema, a Cielo estruturou a sua estratégia de defesa cibernética de forma isolada, ao monitorar o comportamento e processamento de dados em um data lake.
Esse arcabouço de dados tem quatro tipos de agentes:
- Agente Monitor, que faz a vigilância contínua;
- Agente Analisador, que avalia o contexto;
- Agente Respondedor, que executa ações de contenção;
- Agente aprendiz, que oferece evolução educacional aos agentes analisador e respondedor.
Resultados na Cielo
Atualmente, a operação da Cielo com IA tem mais de 2 mil deploys de códigos por semana e mais de 15 milhões de transações são analisadas diariamente – essas transações precisam ser aprovadas em até 200 m/s – e tempo médio de resposta em eventos críticos (MTTR) caiu de horas para menos de 5 minutos e em falsos positivos a queda foi de 38%. Isso foi obtido por meio da catalogação de 400 padrões de comportamento.
Para o cliente, o novo arcabouço de segurança da adquirente permitiu uma redução de 42% no chargeback e aumento de 15% na conversão de checkout no último ano.
Imagem principal: Eduardo Migotto, superintendente de produtos e tecnologia da Cielo (Foto: Marcos Mesquita/Mobile Time)

