A Amazon anunciou nesta terça-feira, 14, a compra da Globalstar por US$ 90 a ação, em acordo que deve alcançar o valor total de US$ 11,57 bilhões.

A aquisição permitirá que a Amazon Leo, braço satelital da big tech, adicione serviços direct-to-device (D2D) às futuras gerações de rede de satélites de baixa órbita da Terra e estenda a cobertura celular a clientes fora do alcance das redes terrestres.

Além das operações atuais de satélite, a Amazon vai adquirir a infraestrutura e ativos da Globalstar, incluindo licenças de espectro MSS com autorizações globais.

Amazon e Apple

Além do acordo com a Globalstar, Amazon e Apple assinaram um acordo para fornecer conectividade via satélite para recursos atuais e futuros de iPhone e Apple Watch. Atualmente, a Globalstar já é parceira da Apple nesse serviço em iPhones 14 ou posteriores e no Apple Watch Ultra 3, permitindo envio de mensagens de emergência, contato com amigos e familiares, solicitação de assistência na estrada e compartilhamento de localização.

Nesse contexto, a big tech também planeja atuar em parcerias com operadoras móveis (MNOs) e outros parceiros para ampliar e concretizar seu objetivo de entregar conectividade de alta velocidade em todo o mundo, inclusive em locais fora do alcance das redes existentes.

A Globalstar é uma operadora de serviços móveis com satélites de órbita não geoestacionária (NGSO) e soluções D2D, além de fornecer comunicações críticas e de emergência em escala mundial.

Acionistas que representam cerca de 58% do poder de voto aprovaram a transação. A conclusão é esperada para 2027, sujeita a aprovações regulatórias e metas relacionadas a satélites de reposição.

 

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