A Factorial, hrtech espanhola, celebra quatro anos de atuação no Brasil com crescimento de 56% em sua carteira no país, em 2025, e com o prognóstico de ver a operação local triplicar até o final deste ano.
Para isso, a empresa vai focar nos seguintes aspectos: expansão sustentável; inteligência artificial para acelerar a criação de novos produtos e serviços; e ajudar seus clientes a cumprirem a norma NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que exige o gerenciamento de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), e que entra em vigor a partir de maio.
A Factorial desenvolveu um sistema de várias frentes que consegue identificar questões relacionadas à NR-1.
“Se a gente não se aprofundar na NR-1, fica tudo muito subjetivo. Qual a responsabilidade da empresa perante um colaborador que tem um quadro psicológico afetado e onde consigo aplicar isso? Trabalhamos em cima da lei para gerar mecanismos”, explica Renan Conde, CEO da Factorial Brasil em conversa com Mobile Time.

Renan Conde é CEO da Factorial Brasil. Foto: divulgação
Para isso, aplica uma série de ferramentas, como avaliação de desempenho, o próprio controle da jornada do funcionário, com o controle de ausências, ponto, pesquisas de clima e canal de denúncia.
“Com esse pool de sistemas, as empresas conseguem antecipar possíveis riscos e trabalhar em cima do colaborador com engajamento. Por exemplo, ao usar o relógio de ponto, pode identificar como ele está se sentindo e isso pode gerar um alerta para entender o que está acontecendo com essa pessoa”, explica.
A hrtech ainda conta com dashboards com alertas integrados e prevenção de sobrecargas. É possível, por exemplo, identificar ausências acumuladas ou se tem muitos dias de folga para tirar e não tirou, e se isso se reflete em como ele tem se sentido. A própria avaliação de desempenho dá uma clareza dos papéis de cada um, além de o aplicativo da Factorial contar com machine learning para aprender melhor sobre cada colaborador.
“Hoje conseguimos, na fase de treinamento, identificar onde esse funcionário vai se desenvolver melhor. Em 2022 não tínhamos isso. E agora temos uma plataforma muito robusta. […] Quando chegamos no Brasil, estávamos mais focados em atender o básico do RH, como relógio de ponto, portal do colaborador, assinatura de documentos. Hoje, temos um produto maturado, assim como o mercado está mais maduro”, reflete Renan. “Evoluímos o produto no último ano com inteligência artificial, acoplamos a IA em todos os módulos, mas sempre seguindo fiel à nossa identidade, que é a ‘decisão tem que ser humana’. Mas, agora, a IA apoia nessa decisão.
Factorial no Brasil
Desde janeiro de 2024, a operação no Brasil passou a ter autonomia de decisão sob a direção do CEO local, Renan Conde, mantendo apenas o reporte financeiro para a matriz em Barcelona. O objetivo da mudança foi adaptar o serviço para as exigências do mercado nacional, como o atendimento via WhatsApp.
A Factorial atende todos os mercados, mas alguns, como restaurantes e hotéis, têm buscado com mais frequência a ferramenta da hrtech. “Eles buscam o básico, como relógio de ponto, mas também para treinamento, gestão dos turnos”, explica.
Parceria com Microsoft
A empresa também informou que desenvolveu internamente um agente de inteligência artificial, com governança, no ambiente de nuvem da Azure, da Microsoft. Ele gera relatórios e cria avaliações de desempenho para serem aplicadas, com sugestões de perguntas. A tecnologia cruza dados registrados no sistema para indicar pontos de alinhamento entre gestores e equipes e criar sugestões de planos de ação.
“Neste caso, o agente de IA tem governança e as empresas estão num ambiente seguro”, explica Renan sobre a ferramenta. A inteligência atua no apoio, sem tomar as decisões pela companhia.
Vale dizer que a Factorial é um parceiro comercial da Microsoft e seus serviços estão no marketplace da big tech.

