A Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista) abriu uma filial no Rio de Janeiro cujas primeiras turmas iniciam as aulas em março deste ano em quatro cursos: engenharia de software, ciência da computação, defesa cibernética e análise e desenvolvimento de sistemas. Os dois primeiros são bacharelados e os outros dois são de graduação tecnológica. A expectativa é ter cerca de 800 alunos no final do primeiro ano e estabilizar em torno de 1,6 mil após dois anos.
A filial carioca vai funcionar em um andar inteiro de um prédio na Praia de Botafogo. É uma área de 1 mil m2, incluindo oito laboratórios e espaço de co-working.
As aulas são híbridas, com dois dias presenciais, dois dias remotos (com participações de especialistas internacionais) e um dia assíncrono, no qual o aluno pode escolher cursos eletivos para complementar sua formação.
Fiap e desafios reais
“Percebemos um desejo dos cariocas em estudar tecnologia e ter aprendizado hands on. O ensino da Fiap é muito baseado em projetos reais. Todo ano os alunos recebem um desafio real de uma grande empresa para desenvolver. As própria empresas acompanham e os executivos dão feedback”, relata Wagner Sanchez, pró-reitor acadêmico da Fiap, em conversa com Mobile Time sobre a chegada ao Rio de Janeiro.

Wagner Sanchez, pró-reitor da Fiap (Crédito: divulgação)
Basf, Itaú, Bayern e Embraer já participaram desses desafios com alunos de São Paulo. As empresas parceiras para os alunos do Rio ainda estão sendo definidas.
A experiência de lidar com problemas reais de grandes empresas contribui para a empregabilidade dos estudantes da Fiap. No fim do ano passado 92% dos seus formandos já estavam empregados, por exemplo, afirma Sanchez.
Projeto pedagógico dinâmico e uso de IA
Desde a sua fundação, a Fiap procura incorporar em seu projeto pedagógico novas tecnologias conforme estas vão surgindo, relata o pró-reitor.
“Grandes universidades não acompanham a atualização dos currículos com o avanço da tecnologia, mas a gente tem isso no DNA da FIAP. Nossas matrizes curriculares são reavaliadas semestralmente. Quando surge uma tecnologia nova, ela tem que estar lá com os alunos”, comenta Sanchez.
Foi o que aconteceu no caso de inteligência artificial generativa. Em fevereiro de 2023, todos os cursos da Fiap já tinham incorporado a novidade, relembra. “Costumo dizer que, hoje em dia, saber ‘promptar’ é mais importante que ‘codar’. Se um app não tem IA, me parece analógico, burro. Cientistas de computação, especialistas em defesa cibernética etc, todos precisam entender de IA generativa”, resume.
A ilustração no alto foi produzida por Mobile Time com IA generativa


