A Hypera Pharma tem atualmente quase 400 agentes de inteligência artificial em seu back-office para apoio aos seus colaboradores. Segundo Rodrigo Marangon, consultor de inovação da farmacêutica, a criação desse ecossistema agêntico foi feito para atender diversas áreas da empresa, de forma transversal.
Durante o Superbots Experience 2026 na última quarta-feira, 19, o especialista explicou que esses agentes foram construídos com apoio da Tess AI e seu hub com mais de 250 grandes modelos de linguagem (LLMs) disponíveis, inclusive multimodais.
A companhia constroi agentes seguindo quatro pilares:
- Capacitação orientada ao problema com treinamentos especializados;
- Time de TI atuando como consultores na construção de agentes;
- Autonomia com metodologia, ou seja, os funcionários podem criar agentes com ferramentas no-code/low-code e baseados em um guia, governança, regras de negócios e um agente de IA apoiando;
- Foco em resultados reais para justificar o investimento, como eficiência, produtividade, custo evitado e qualidade do dado extraído (output, no original em inglês).
Em casos de agentes mais complexos, a equipe de TI entra para avaliar sua viabilidade.
Casos de uso e próximos passos da Hypera
Marangon citou dois casos de sucesso a partir da criação de agentes e uso de modelos de prateleira com a Tess. No departamento comercial, os profissionais desenvolveram agentes após uma imersão de dois meses neste ano. Essas automações focaram em consolidação de metas, gestão de perda financeira e diagnósticos para o B2B.
Outro caso foi na agência de publicidade interna da Hypera. Com 130 profissionais criativos, o grupo criou 65% das campanhas de marketing com IA no segundo semestre de 2025, o que inclui geração de imagens, vídeos e roteiros. O tempo médio de criação de camoanhas caiu de 16 para 4 dias, sendo que 70% do trabalho segue feito por criativos e 30% pela IA.
Agora, o consultor da farmacêutica afirmou que o trabalho envolve fazer uma curadoria rigorosa, filtrar e homologar os melhores agentes ao dar uma espécie de “carimbo oficial” para aprovar o seu uso. E pretendem replicar a construção de agentes em outras diretorias da empresa e fazer acompanhamentos contínuos para avaliar os resultados com os agentes de IA.
Imagem principal: Rodrigo Marangon, consultor de inovação da Hypera Pharma (crédito: Galeria Marcos Mesquita/Mobile Time)

