O Skeelo (Android, iOS) projeta investir R$ 500 milhões até 2030 no mercado editorial, com compras de títulos, patrocínio em eventos do setor, ativações com autores, ações de marketing e aquisições de direitos autorais. A maior parte do investimento (80%) será focada na compra de títulos e direitos autorais. A iniciativa reforça a presença da marca na América Latina e busca ampliar significativamente a oferta de conteúdos digitais para seus usuários – passando de 13 mil títulos para superar a marca de 150 mil.

O aporte também será direcionado à a evolução tecnológica das plataformas Skeelo e Skoob. A estratégia prioriza a evolução tecnológica, com o objetivo de aprimorar a personalização e a experiência do usuário, elevando o consumo de livros digitais ao mesmo patamar de engajamento do streaming de vídeo e áudio.

Em cinco anos, a meta é atingir 15 milhões de usuários mensais e ultrapassar 14 bilhões de minutos lidos anualmente, consolidando um ecossistema que integra o maior acervo do mercado à interação social e à curadoria inteligente.

Vale dizer que o Skeelo investiu R$ 120 milhões nos últimos cinco anos. Ou seja, o novo ciclo de investimento será quatro vezes maior. Entre os investimentos, foram mais de 30 eventos ligados à literatura e ao mundo digital. A meta é acelerar o acesso, escala e impacto. A empresa pretende dobrar o número de eventos patrocinados, além de criar seus próprios.

Mudança no Skeelo em 2026

A empresa pretende mudar o padrão de leitura do brasileiro, acelerar o consumo de livros digitais e audiolivros no país por meio de engajamento na plataforma do Skeelo, incrementando o acervo e promovendo uma melhor experiência para o usuário. Para isso, a empresa vai modificar o seu sistema de entrega de livros aos usuários. Ao invés de apresentar um exemplar por mês para seus assinantes, Rodrigo Meinberg, cofundador e CEO do Skeelo, explicou, em conversa com Mobile Time, que o cardápio será ampliado nesse sistema de “bundle” e o leitor poderá escolher mais opções. Sem entrar em mais detalhes, o executivo contou que o modelo de negócio não mudará, mas que a ideia é quadruplicar o tempo de leitura/escuta, de 300 milhões de minutos em 2025, para 2 bilhões em 2026.

Para isso, a empresa quer estimular a leitura de um livro por mês entre seus usuários. No momento, a taxa média de leitura no Brasil não chega a três livros por ano. Para isso, vão aprimorar a plataforma e aumentar as opções de livros que, atualmente, são 13 mil exemplares, para 150 mil.

“Por mais que os títulos que temos sejam best-sellers do mercado, a gente condicionou esse livro. No novo formato, vamos dar total liberdade para o leitor escolher o que ele quiser que exista no mercado editorial e que a gente tenha dentro da plataforma”, explica Meinberg.

Com o crescimento da plataforma, o número de colaboradores vai dobrar para acompanhar o crescimento. Atualmente, o Skeelo possui 120  funcionários e deve chegar a 210 até o fim do ano. A ideia é que eles foquem em aumentar o engajamento na plataforma”, explica o executivo.

Skeelo e Skoob: unidos e separados

Atualmente, os dois aplicativos juntos, Skeelo e Skoob –a rede social de livros comprada das Americanas – possuem mais de 2,7 milhões de usuários únicos mensais (MAUs), de acordo com dados de janeiro de 2026 do Sensor Tower. E a meta é mais que dobrar até dezembro, chegando a 6 milhões.

As duas plataformas somam em cadastro 24 milhões de usuários. Neste caso, aproximadamente 12% são de sobreposições, ou seja, de usuários que estão nas duas bases, ou aproximadamente 2,8 milhões. “No fim, temos 21 milhões de usuários, o que é quase 10% da população brasileira. E são dados do Brasil”, explica.

Para não perder essa mina de ouro, Meinberg explica que não devem fundir os aplicativos, mas estão preparando uma integração parcial.

“A integração vai acontecer. Mas o Skoob não deixará de existir”, resume o executivo. A proposta é dar a opção para o usuário Skeelo de ter a experiência de rede social do Skoob dentro do app Skeelo – com funcionalidades como leitura de resenhas, avaliações, rankings etc. E quem for da rede social Skoob e tiver o Skeelo poderá ler seu livro no app da rede social.

“A gente vai ter uma convivência das duas soluções, mas não vamos matar o Skoob e colocá-lo dentro do Skeelo. Vamos manter os dois no ar. Temos uma audiência muito grande nos dois e não teria sentido matar um ou outro”, afirma.

 

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