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O SoftBank anunciou nesta segunda-feira, 23, um programa de recompra de ações avaliado em 2 trilhões de ienes (US$ 18 bilhões, na conversão atual), o maior de sua história. Para efetuar esse buyback – como o termo é conhecido no mercado financeiro –, o conselho do banco japonês aprovou vendas de uma série de seus ativos.

Ao todo, o processo de monetização de ativos está avaliado em 4,5 trilhões de ienes. Inclui-se aqui a fusão das operadoras norte-americanas T-Mobile com a Sprint, essa última controlada pelo SoftBank. Atualmente, o SoftBank tem mais de 27 trilhões de ienes em ativos e 1,7 trilhão de ienes em caixa. Ou seja, os ativos que serão vendidos representam menos de 20% do total da empresa.

A ideia da companhia é recuperar e cancelar em seguida 45% de suas ações. Na visão do banco, os seus papeis estão “desvalorizados”. Para o CEO do SoftBank, Masayoshi Son, a mobilização financeira representa uma “fortificação no seu balanço financeiro” e uma “redução significativa nos débitos”.

Este é a terceiro e maior buyback de ações do banco japonês em um ano. Antes, a companhia aportou 600 bilhões de ienes em fevereiro de 2019 e 500 bilhões no último dia 13 de março.

Vale lembrar, o Softbank está na América Latina desde março do ano passado. A companhia chegou à região com US$ 5 bilhões para investir. Estima-se que já tenha gastado mais de US$ 1,5 bilhão e avaliado mais de 300 firmas em 2019. Ao todo, 19 empresas locais receberam o dinheiro do investidor japonês, como Rappi, Banco Inter e Loggi.