| Mobile Time Latinoamérica | O Ministério TIC apresentou a governança dos Modelos Fundacionais Soberanos, uma estratégia com a qual a Colômbia busca avançar no desenvolvimento de inteligência artificial própria e fortalecer sua soberania tecnológica.
A iniciativa reúne atores do setor de saúde, universidades, empresas, centros de pesquisa e entidades públicas para construir soluções baseadas em IA com impacto social e enfoque territorial.
O projeto, denominado “Modelos Fundacionais Soberanos da Colômbia – IA Feita País”, prevê inicialmente o desenvolvimento de dois modelos de inteligência artificial: Bachué, voltado para saúde e bem-estar, e Chiminigagua, focado em sustentabilidade, território e meio ambiente.
Durante a apresentação da iniciativa, o vice-ministro de Transformação Digital, Andrés López, afirmou que o país busca ir além do uso de ferramentas desenvolvidas no exterior.
Um modelo aberto de IA soberana
A governança apresentada pelo Ministério TIC permitirá a participação de diferentes setores na definição de casos de uso, na contribuição de conhecimento especializado e na orientação dos desenvolvimentos para problemas concretos do país.
Segundo o ministério, o objetivo é impulsionar um modelo aberto e participativo que combine a experiência do setor de saúde, o conhecimento acadêmico, as capacidades do setor produtivo e a visão institucional do Estado.
A estratégia também prevê o fortalecimento da infraestrutura tecnológica e das capacidades de dados para o treinamento de modelos fundacionais sob critérios de segurança, pertinência e autonomia. Com isso, o governo busca consolidar uma base para o crescimento do ecossistema de inteligência artificial na Colômbia.
O Ministério TIC convidou organizações públicas e privadas, assim como a academia e centros de pesquisa, a integrarem as mesas de governança e participarem da construção de uma inteligência artificial desenvolvida no país, com enfoque ético e voltada ao fortalecimento dos serviços públicos e da tomada de decisões.


