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Florian Seiche, CEO da HMD Global, em conversa com jornalistas em evento pré-MWC

A HMD Global deve chegar ao seu primeiro milhão de consumidores globais dos seus serviços de conectividade na primeira metade de 2022. A informação foi compartilhada pelo CEO da companhia, Florian Seiche, durante conversa recente com a imprensa especializada da América Latina.

“A unidade de negócios tem duas funções: nos ajuda a vender dispositivos (Nokia) e melhorar nossa entrega de serviços para os usuários”, afirmou Seiche no evento pré-MWC. “A métrica principal no momento para nós não é receita, mas a base de usuários. Por isso que este é um indicador dos nossos serviços no momento”, completou ao responder sobre a importância do crescimento de consumidores.

De acordo com Juan Olano, gerente de negócios da HMD Global para a América Latina, o desenvolvimento da categoria de serviços de sua companhia tem sido demandado por grandes empresas que precisam de “estratégia para controlar dispositivos” internamente, mas também fintechs que buscam por soluções de conectividade.

Vale lembrar, a companhia tem os seguintes serviços para negócios: hmd softlock, solução para travar o celular destinado para empresas do setor financeiro; hmd enable pro, gerenciamento de dispositivos para negócios; hmd connect pro, serviço de conectividade e gerenciamento para Internet das Coisas e dispositivos SIM voltados aos negócios.

Para o consumidor, há o serviço de operadora para o Reino Unido (hmd mobile) e o de roaming global (hmd connect), este disponível no Brasil por R$ 65/mês.

Handsets

Outro tema da conversa foi a posição da HMD Global no mercado de smartphones. Seiche afirmou que o segmento teve 40% de crescimento na comparação de 2021 com 2020 e que a companhia chegou pela primeira à lista dos cinco principais vendedores em 39 países: “Mesmo com os desafios de 2021 [pandemia, crise do supply chain e falta de semicondutores] isso mostra que temos muito potencial para crescer em 2022”, afirmou o executivo.

Em relação ao portfólio 5G, o CEO confirmou que haverá novos dispositivos para 2022, inclusive da linha mais cara (série X). Mas sinalizou que há espaço para ser trabalhado com o portfólio de quinta geração lançado em 2021.

“O melhor ponto de referência é o ano passado. Em 2021 nós estivemos bem ocupados em trazer o 5G: foram cinco dispositivos globais e mais um para os Estados Unidos, seis ao todo. Esse portfólio continua fresco”, afirmou. “Importante dizer, são dispositivos que cobrem dos US$ 250 aos US$ 500. Portanto, o nosso objetivo é colocar o 5G como tecnologia-chave no nosso portfólio”, concluiu.